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	<title>cronicasdebicicleta.com &#187; Mountain bike</title>
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	<description>por Vinícius Gusmão Pereira de Sá</description>
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		<title>Trilha em Maricá</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 19:16:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vigusmao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mountain bike]]></category>

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		<description><![CDATA[Já entendi que tem coisas que só acontecem no mountain bike.
Como pode&#8230; você olhar a distância percorrida em horas de pedal, e o mostrador, funcionando perfeitamente, não estar marcando nem 20 Km!? No mountain bike, pode.
Como pode&#8230; você se perder num caminho que já fez várias vezes, com amigos que já o fizeram várias vezes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já entendi que tem coisas que só acontecem no <em>mountain bike</em>.</p>
<p>Como pode&#8230; você olhar a distância percorrida em horas de pedal, e o mostrador, funcionando perfeitamente, não estar marcando nem 20 Km!? No <em>mountain bike</em>, pode.</p>
<p>Como pode&#8230; você se perder num caminho que já fez várias vezes, com amigos que já o fizeram várias vezes, e acabar voltando tudo sem ter chegado ao destino, achando que estava no caminho errado, apenas para descobrir depois que o caminho estava, na verdade, certo, e você tinha chegado quase lá!? No <em>mountain bike</em>, pode.</p>
<p>Como pode&#8230; você treinar ao lado de alguém que está vestindo uma camiseta regata verde de algodão? No <em>mountain bike</em>, pode.</p>
<p>Como pode&#8230; você pedir informações e ouvir coisas como &#8220;depois que você passar por uns bodes, dobre à direita no segundo cavalo&#8221;!? No <em>mountain bike</em>, pode.</p>
<p>Como pode&#8230; você preferir desmontar e empurrar a bicicleta&#8230; numa descida!? No <em>mountain bike</em>, pode.</p>
<p>Como pode&#8230; você usar relação 22&#215;34 e achar pesado!? No <em>mountain bike</em>, pode.</p>
<p>Como pode&#8230; você penar para acompanhar os mesmos amigos que, no asfalto, sofrem para acompanhar você!? No <em>mountain bike</em>, pode.</p>
<p>Como pode&#8230; você cair feio em plena descida e não sofrer nada mais grave que uns arranhões bobos, quase indolores!? No <em>mountain bike</em>, pode.</p>
<p>Como pode&#8230; a namorada caloura, porém raçuda, de seu amigo experiente, porém gordo, deixar o amigo para trás num trecho técnico!? No <em>mountain bike</em>, pode.</p>
<p>Como pode&#8230; você conversar com Jesus sem rezar!? No <em>mountain bike</em>, &#8230;</p>
<p>Como pode&#8230; você sair para treinar com uma câmara fotográfica dependurada no guidom!? No <em>mountain bike</em>&#8230;</p>
<p>Como pode&#8230; você se livrar daqueles incômodos estalidos metálicos causados pelo ressecamento do canote dentro do <em>seat tube</em>, usando sua caramanhola para borrifar água com maltodextrina!? No <em>mountain</em>&#8230;</p>
<p>Como pode&#8230; você tentar o suicídio descendo algo com visíveis 100% de inclinação, e <em>falhar</em>, para contar a história!? No&#8230;</p>
<p>Como pode&#8230; você ser o primeiro a saber que seu grande amigo vai se casar, apenas porque a noiva dele precisava desabafar alguma coisa para alguém depois de um tombo!?&#8230;</p>
<p>Concordo. Sei que tudo isso é um bocado estranho. O leitor coça o queixo. É caso de cofiar o bigode, se tiver um. São situações descabidas, sem nexo, deveriam inclusive ser proibidas. Mas não são! No <em>mountain bike</em>, pode! A lista poderia prosseguir <em>ad infinitum</em>, e os itens acima são apenas alguns dos que aconteceram no treino de hoje, em Maricá. Os personagens: Pato e Codorna, os experientes, os perdidos, os que tentaram o suicídio; Araponga, o inexperiente, o fotógrafo, o caidor alegre; Chester, o empurrador de descidas; Bunda e Amanda, os noivos; cavalo José, o marco da estrada.</p>
<p style="font-weight: bold; font-size: 80%" align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/cronicasdebicicleta/4291224360/" title="DSCF1758 by cronicasdebicicleta, on Flickr"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4030/4291224360_b29faaa26c_m.jpg" width="240" height="160" alt="DSCF1758" /></a> <a href="http://www.flickr.com/photos/cronicasdebicicleta/4291224036/" title="DSCF1756 by cronicasdebicicleta, on Flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2797/4291224036_1d205236bf_m.jpg" width="240" height="160" alt="DSCF1756" /></a><br />
Chester, Amanda e Bunda</p>
<p style="font-weight: bold; font-size: 80%" align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/cronicasdebicicleta/4290482201/" title="DSCF1747 by cronicasdebicicleta, on Flickr"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4052/4290482201_fe2378a285.jpg" width="500" height="333" alt="DSCF1747" /></a><br />
Pato e Codorna</p>
<p>O dia já começou atrapalhado quando, na ida para Maricá, me desgarrei dos outros três carros do comboio após o pedágio da Ponte Rio-Niterói. Distraído, peguei caminho diferente do deles, mas achando que sabia para onde ia. Na verdade, eu <em>sabia</em> ir para onde eu <em>achava</em> que deveria ir. Mas fui para um lugar muito distante do início da trilha, onde deixaríamos os carros, e me fiz esperar um bocado. Pode ser que tenha sido um mal entendido envolvendo as palavras &#8220;serra&#8221; e &#8220;Itaipuaçu&#8221;, mas tenho a ligeira impressão de que me pregaram um trote!</p>
<p>Comemos sanduíches na padaria local e começamos. A trilha ia tranqüila até me convencerem a subir certa parede, cheia de pedras e valas. Não funcionou. Tentei várias vezes. Nada. Falta-me algo que não sei o que é. Talvez talento, porque Pato e Codorna a subiram várias vezes, fazendo parecer fácil. Para meu consolo, Chester e Bunda nem tentaram!</p>
<p>Para além da subida frustrante, a trilha encrespou, e foi só com muita raça que Amanda se manteve firme adiante, empurrando em alguns trechos, pedalando em outros. Coitada, seu imundo futuro marido a ludibriou com a velha ladainha da &#8220;trilha leve&#8221;. Se era leve, por que <em>ele</em> sofreu tanto? Sofreu sim, que eu vi! Bunda, senhores, é o cara que vê Jesus em trilhas terríveis, e com ele se comunica. O mais interessante é que o Mestre quase sempre lhe diz: &#8220;Cada qual com suas dificuldades, meu bom moço! Não quisestes vir? Suportai agora e bem-aventurado sereis!&#8221; Uma versão, digamos, bíblica para o popular &#8220;Bem feito! Cada um com seus problemas! Te vira!&#8221; &#8212; Bunda merece.</p>
<p>Daí nos perdemos. Não sabíamos se era para ir, para voltar, para virar para um lado ou para o outro. Então íamos um pouco, voltávamos um pouco, ficavam uns, seguiam outros. E nada de Coca-Cola gelada, que era o prêmio pelo qual todos ansiávamos. E que, alegadamente, estaria nos esperando no fim de uma das mil possíveis subidas que levariam a um cume de onde certo tipo de loucos salta de parapente.</p>
<p>Como somos de outro tipo, não nos atiramos de alturas insanas, mas nos atiramos morro abaixo sobre duas rodas. Houve uns tombinhos. O meu me ralou um pouco, mas foi bom para eu aprender que araponga não é pato. Se não sei fazer, não devo tentar imitar quem sabe. Amanda caiu algumas vezes, também, mas foi tudo culpa do Bunda, evidentemente, que lhe deu conselhos errados. Dir-se-ia <em>maldosos</em> (&#8221;vem descendo, é tranqüilo, basta você ir controlando&#8221;&#8230; pof!), se não soubéssemos que ele é louco por ela. Aliás, Bunda deve ter ficado louco <em>com ela</em>, hoje, porque ela, em sua estréia, já teve que esperá-lo em vários momentos! Sim, sim, sim!</p>
<p>Enfim conseguimos nossa Coca-Cola. Não no morro do parapente, mas na birosca da sinuca. Uma birosca no meio do nada, que se achou no direito de cobrar R$5,50 por uma garrafa do precioso líquido. Se bem que, naquele sol, poderiam ter cobrado R$20,00. Mau gerente.</p>
<p style="font-weight: bold; font-size: 80%" align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/cronicasdebicicleta/4290483061/" title="DSCF1750 by cronicasdebicicleta, on Flickr"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4025/4290483061_66fb90f2f5.jpg" width="333" height="500" alt="DSCF1750" /></a><br />
Miragem?</p>
<p>Tudo acabou na mais santa paz, com promessas de novas e divertidas trilhas com essa galera boa. Codorna quer voltar lá para acertar o caminho, questão de honra, prometendo que da próxima vez levará na mochila um bretele e uma camisa de ciclismo, e não dois breteles! Pato também quer voltar, depois do próximo <em>upgrade</em> que deixará sua bicicleta 3 gramas mais leve. Chester quer se vingar de Codorna e Pato no próximo treino, no asfalto. Bunda quer se desculpar com Amanda, &#8220;eu não sabia, benzinho&#8221;. Amanda não decidiu se quer matar Bunda, casar com ele ou vender sua bicicleta. Eu quero é tirar uma soneca, porque tem 30 quilômetros que valem por 100!</p>
<p style="font-weight: bold; font-size: 80%" align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/cronicasdebicicleta/4290478895/" title="DSCF1734 by cronicasdebicicleta, on Flickr"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4010/4290478895_d79a92b214.jpg" width="500" height="333" alt="DSCF1734" /></a><br />
A Granja em Maricá</p>
<p align="center"><font style="position: absolute;overflow: hidden;height: 0;width: 0"><a href="http://www.videnov.com/">&#1084;&#1072;&#1089;&#1080; &#1080; &#1089;&#1090;&#1086;&#1083;&#1086;&#1074;&#1077;</a></font>&#8230;</p>
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<table border="1">
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<td>
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<td><strong>Veja também:</p>
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<td>&#8211; o <a href="http://www.flickr.com/photos/cronicasdebicicleta/sets/72157623250103010/">álbum de fotos</a> completo.</td>
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<td><a href="http://www.flickr.com/photos/cronicasdebicicleta/sets/72157623250103010/"><img src="http://www.cronicasdebicicleta.com/wp-content/uploads/mosaico-marica.JPG" /></a></td>
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</table>
</td>
</tr>
</table>
<p align="center">&#8230;</p>
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