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	<title>cronicasdebicicleta.com &#187; Pedal Sem Fome</title>
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	<description>por Vinícius Gusmão Pereira de Sá</description>
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		<title>O começo de tudo</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 23:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vigusmao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pedal Sem Fome]]></category>

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		<description><![CDATA[O Pedal Sem Fome está de férias. Quer dizer, eu e o Marcos estamos de férias do Pedal Sem Fome. É uma pena, eu sei, mas agora moramos a 30 Km um do outro, não é tão simples. Jeito tem, é só o caso de conseguirmos nos reorganizar para voltar à ativa. A boa notícia é que, desde março deste ano, o movimento conta com novos participantes, e está em pleno vapor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Pedal Sem Fome está de férias. Quer dizer, eu e o Marcos estamos de férias do Pedal Sem Fome. É uma pena, eu sei, mas agora moramos a 30 Km um do outro, não é tão simples. Jeito tem, é só o caso de conseguirmos nos reorganizar para voltar à ativa. A boa notícia é que, desde março deste ano, o movimento conta com novos participantes, e anda a pleno vapor. O grupo tem, inclusive, um <a href="http://pedalsemfome.wordpress.com">blog</a>. Dêem uma olhada! </p>
<p>A propósito, estava fazendo uma faxina no computador, quando encontrei o primeiro texto que escrevi sobre o PSF, em novembro de 2006, quando o Crônicas sequer existia.</p>
<p>Aí vai.</p>
<p align="center">&#8230;</p>
<p>Duas bicicletas, duas mochilas, dez sanduíches de presunto, três litros de guaraná natural e dois ciclistas malucos: começava o &#8220;Plano Ciclístico Essa Noite Meu Irmão Não Dorme Com Fome&#8221;, ou &#8220;Projeto Bikers Saradões Delivery da Madrugada&#8221;, ou como quer que você queira chamar.</p>
<p>Fome. A gente não sabe o que é isso. Nada que se pareça com aquela sensação que temos entre as refeições. Fome é aquilo a que a pessoa se acostuma, tendo o corpo à míngua e alquebrada a alma. Fome de tudo, de comida, de afeto, de atenção, fome. E a gente, que tudo come e tudo tem, não pode fazer nada?</p>
<p>Eu teorizo sobre ser bom e fazer o bem há tanto tempo quanto meu amigo Marcos,  o outro ciclista maluco da meia-noite. Mas fazer alguma coisa, de verdade, só muito de vez em quando. Não somos maus, mas não somos bons. Mais ou menos como você, é capaz.</p>
<p>Eu poderia dizer que, dessa vez, tínhamos resolvido finalmente fazer alguma coisa, que nosso lado filantrópico falou mais alto que a preguiça, o medo e todas as outras desculpas (para cruzar os braços) juntas, mas a verdade é que mais alto o que falou mesmo foi a vontade de andar de bicicleta; de jogarmos conversa fora, amigos que não mais têm o tempo de outros tempos para ignorar o relógio, o telefone, as contas a pagar; que hoje roubam às esposas e filhos, clientes e patrões as raras chances de ficar à tôa, de tocar um violão aleatório, de fazer nada. Pois então, motivo tínhamos. Andar de bicicleta noite adentro? São loucos? Que nada, vamos para um trabalho voluntário.</p>
<p>Muito bem, eu estaria igualmente faltando com a verdade se disse que inexistia um desejo genuíno de ajudar o próximo. Mas não <em>tanto</em> assim, não a ponto de evitar que, minutos antes da hora combinada, viesse à tona uma baita vontade de deixar aquela idéia maluca para lá. Já fazia dias que havíamos programado aquilo. Mas na hora, mesmo, do vamos-ver, ficou um de cada lado torcendo para que o outro esquecesse, estivesse com dor de dente ou recebesse uma visita inesperada da sogra ou do sono.</p>
<p>Por alguma razão, nenhum dos dois desistiu. E, quando vimos, já estávamos juntos e prontos para a ação. Foi então que meu pneu traseiro resolveu furar, bem na hora da partida. Mas foi só trocar o pneu, pronto. E esta foi a última vez em que a vontade de desistir passou pela minha cabeça. A partir daí, e mais forte que antes, a briga estava comprada. Iríamos de qualquer jeito!</p>
<p>E fomos. E vimos. E vencemos. A preguiça. O medo. A noite. A fome de algumas pessoas, por algumas horas.</p>
<p>Como foi? Incrível.</p>
<p>Mas não quero convencer ninguém a nada, nem dar tapinhas em nossas próprias costas. Quero mesmo é <em>convidá-lo</em> a vir junto, se você não for daqueles que recusam uma bela chance de dormir leve e satisfeito a cada sete dias.</p>
<p align="center">&#8230;</p>
<p>Fica, ainda, o convite, pessoal. Passem lá no <a href="http://pedalsemfome.wordpress.com">pedalsemfome.wordpress.com</a> e vejam o belo trabalho deles.</p>
<p>Abraços em todos,<br />
Vinícius.</p>
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