Europa 2007 – 6º dia
(Postado em 16/05/07, às 17:01.)St. Quentin — Bruxelas (184,42 Km)
Terça-feira, 03 de abril de 2007
O Dia D. Ou chegávamos a Bruxelas hoje ou nossa bandeira imaginária não seria glamourosamente fincada naquela cidade. É claro que até poderíamos passar por lá no dia seguinte, rumo à Holanda, mas a idéia era dormir em Bruxelas e conhecer o mínimo que fosse da capital da Bélgica. (Valia o mesmo raciocínio de Paris: como é que se passa por um lugar como aquele? É complicado, é quase o mesmo que não ir…) No mais, se não dormíssemos lá, toda a idéia esteticamente correta do Londres, três dias, Paris, três dias, Bruxelas, três dias, Amsterdã seria destruída, com um de seus pontos mais importantes negociado por uma inexpressiva cidade-satélite. Em suma, além de perdermos o dinheiro da reserva do hotel, subverteríamos todo o conceito revolucionário das capitais simetricamente interligadas e comemoraríamos, no final, o roteiro capenga de quem morreu na praia. Sem falar que ficaria quase impossível chegar até Amsterdã e voltar de trem para a Bélgica com tempo suficiente para o necessário descanso, já na véspera dos 260 Km de Flandres. O que é que íamos dizer em casa?
No way. Acontecesse o que acontecesse, não chegar hoje a Bruxelas nem passava pela minha cabeça. Acontece que, com uma hora de pedal, não chegar hoje a Bruxelas só não passava ainda pela minha cabeça por puro estoicismo romântico de quem se convenceu a cumprir a meta a qualquer maldito preço. Mas deveria ter passado, porque parecia definitivamente impossível. Vamos aos fatos.
Pra começar, não tínhamos tempo a perder. Por causa das inflexíveis e emputecentes regras envolvendo o horário de abertura da garagem do maravilhoso albergue que nem um mísero café-da-manhã oferecia, só pudemos iniciar o pedal às 7h30. Teríamos que entrar no cinturão urbano de Bruxelas até às 19h30, no máximo, para que o escuro da noite não nos pegasse na estrada — tínhamos uma certa predileção por chegar lá vivos. Isso nos dava 12 horas de pedal. Como seriam 180 Km, teríamos que manter uma velocidade média de 15 Km/h globais (ou seja, sem pausar o Cat-Eye nas paradas). Sabendo disso, bastava conferir nossa média a qualquer momento para descobrirmos se iríamos provavelmente cumprir a meta ou não. Refraseando: bastava conferir nossa média a qualquer momento para descobrirmos que iríamos, com toda probabilidade, entrar em desespero ou simplesmente amarelar. Foi brabo.
(Espere um pouco. É claro que o leitor estará, bem agora, rindo de nossas caras e pensando: “não brinca que esses pangarés sofreram a meros quinze quilômetros por hora!?…” Eu sei, leitor risonho, eu sei… pois teria reação idêntica! Acostumado a terminar treinos e pequenas viagens com médias maiores que o dobro daquela incrível marca, teria certamente imensa dificuldade em acreditar que estaria algum dia lutando horrores para consegui-la — se apenas não tivesse sentido na pele aquela primeira hora! Mas os vários dias seguidos na estrada, a bicicleta carregada, o asfalto irregular e cheio de falsos planos, a chuvinha fina intermitente, a temperatura beirando o negativo e muito vento-contra fizeram aquela manhã se parecer bem pouco com um treino no pelotão ou com um alegre estirão de fim-de-semana. Portanto, leitor incrédulo, encolha esse sorriso de canto-da-boca e acompanhe o desenrolar dos acontecimentos — que ainda daremos a volta por cima como um Stallone no final daqueles Rockys todos.)
Na primeira parada-relâmpago que fizemos, ao lado da única casa que havia no alto de uma subida pouco íngreme mas infinitamente longa para as circunstâncias, vimos que a situação estava bem pior do que a encomenda. Na primeira hora, tínhamos avançado exatos 13 quilômetros — e pedalando sem parar! O taco do Baiano ainda escapulindo, a gente ainda sem café-da-manhã de verdade, o frio tanto que os casacos não davam conta. A casa atuava como um escudo (meio fajuto), no meio do nada, protegendo-nos um pouco do vento. Quando saímos da lateral da casa e voltamos para a ventania louca, meu querido… deu vontade de ficar por ali mesmo, sentado, contando formiga.
É claro que só no final do dia confessaríamos a sensação de não-vai-dar que tivemos os dois naquele momento. Na hora, um tinha que dar força pro outro — e essa é uma das mais óbvias vantagens de não se estar sozinho: a gente sempre acaba rindo da desgraceira toda e seguindo em frente.
Que ninguém pense que viajar de bicicleta seja — ou que essa viagem, em particular, tenha em alguns momentos sido — sinônimo de puro sofrimento. Nunca é e nunca foi. Controvérsias à parte, há quem diga que é como sexo: mesmo quando é ruim é bom. Se houve um pouco de desgaste físico e pressão psicológica, a sensação indescritivelmente maravilhosa de conquistar o mundo com o valor das próprias pernas compensou-os com folga. E mesmo nas horas mais complicadas, tínhamos plena consciência de que estar ali vivendo aquilo tudo era absurdamente melhor do que não estar. Oferecesse-nos o que fosse (uma cama, uma banheira quente, a preferência mundial sofá-mais-controle-remoto, ou mesmo uma limousine para nos levar pelos mesmos lugares), nada seria melhor do que estar ali exatamente do jeito em que estávamos: absolutamente livres.
E o que aconteceu? Fomos em frente. Só o que queríamos era “corrigir” a velocidade média e restabelecer a esperança de que tudo ia dar certo no final. Para isso, tentamos parar somente para o indispensável e pedalar tão forte quanto possível (o que não se traduz necessariamente por rápido).
Eu, surpreendentemente, me acostumei a tudo e, de olho na média, comecei a curtir (lembro das piadas, dos sonhos narrados e do meu berro de “madeeeeeeeeeeira” quando vimos uma árvore ser derrubada). Na verdade, eu estava até exagerando um pouco o otimismo na esperança de levantar nosso astral e auto-confiança. Talvez tenha funcionado, psicologicamente. Meu amigo, no entanto, a partir de certo ponto começou a sentir o lado físico da coisa. Com a bicicleta pesada, vindo de um acidente em seu primeiro dia, com as costas pouco católicas, e ainda com o problema do taco, o Baiano sentiu.
E sentiu também a preocupação natural, como já tinha demonstrado na véspera, de vir a “atrapalhar a minha viagem”, no que tentei dissuadi-lo dizendo que não havia algo como a minha viagem. Mas, de qualquer forma, é evidente que, se um de nós não se sentisse mais afim ou em condições de seguir, o outro deveria ir adiante. Então, com muita inteligência, traçou para si uma meta atingível: cruzar a fronteira da França com a Bélgica. Depois pensaria no que fazer. Poderia pegar um trem na cidade mais próxima e encontrar comigo em Bruxelas no fim do dia, poderia ir pedalando num ritmo confortável e descompromissado e pegar um trem mais à frente, qualquer coisa assim. Mas a fronteira ele cruzaria em cima da bicicleta de qualquer maneira.
(Sim: metas atingíveis, no melhor estilo livrinho-de-auto-ajuda. É claro que funciona. Quem é que prefere pensar que tem cento e muitos quilômetros pela frente com o risco de ser engolido pela noite ainda na estrada quando pode pensar que basta dar o melhor de si até atingir o objetivo — por si mesmo meritório e interessante, principalmente tendo em vista as fotos que eternizariam a conquista — de cruzar uma fronteira internacional? Cruze a fronteira, nada além disso; depois você pensa no que faz. Pare de fumar por apenas uma semana, nada além disso; depois pensa no que faz. Dividir e conquistar. Extremamente sagaz, nosso Napoleão baiano.)
Mas a sorte resolveu começar a nos sorrir. Primeiro foram o tempo e o vento, a velha dupla, que foram aos poucos mitigando sua fúria. Depois, foram os dois pain au chocolat mais deliciosos e reconfortantes que comi. Por fim, e não menos importante, o episódio da carteira. Estávamos numa subidinha, o Baiano vinha um pouco atrás. Um caminhão se aproximou de mim e perguntou se me pertencia uma certa carteira preta. Não pertencia, e continuei subindo. Dali a pouco, quando me viro, cadê o Baiano? Tinha ficado para trás, falando com os caras do mesmo caminhão. Os caras que estam devolvendo a carteira que ele esquecera na loja do tiozinho do último pão ao chocolate, uma hora atrás!
O mais fantástico é que ele nem tinha dado pela falta da carteira ainda… a sorte estava mesmo, finalmente, do nosso lado! O tempo continuou a melhorar e passamos até a pedalar melhor; o roteirista só esqueceu de botar o arco-íris duplo no céu. Estávamos embalando tanto que até os “chamados da natureza” poderiam esperar até a fronteira.
E chegamos à fronteira! Lá estavam a placa para as fotos e a cerca para o desmijo. Muitas fotos e comemorações depois — e com a cerca devidamente batizada –, pedalávamos em terreno belga.

Irrigando o solo de dois países
Meta cumprida para o Baiano. Agora, como recompensa, poderia fazer qualquer coisa que quisesse. Inclusive pedalar até Bruxelas, só de prêmio. “Só acho que aquele que cruza a fronteira de bicicleta pedala até a capital do país”, eu disse. Ele riu. É claro que não ia mais desistir. Mas para não cometer o pecado da empolgação, traçou seu segundo objetivo do dia: pedalaria até Mons, uns 30 quilômetros à frente de onde estávamos, e uns 70 antes de Bruxelas. Lair Ribeiro em pessoa não daria melhor conselho! “Vá só até Mons, Gafanhoto meu filho, depois você pensa no que faz.” E eu estava orgulhoso do meu amigo, porque sabia que ele iria comigo até Bruxelas, na raça.
Embora essa tenha sido a segunda fronteira desde que saíra pedalando do Cubículo (apelido carinhoso para o apartamento de Londres, aceito por todos que por lá passaram), foi a primeira que realmente atravessei de bicicleta, já que da Inglaterra para a França quem transpôs a divisa foi o barco. O que achei engraçado foi a completa ausência de controle do entra-e-sai entre os dois países. Não havia nada, nem ninguém. Só uma placa. E uma cerca mijada. O mesmo se repetiria na fronteira seguinte (a placa, não a cerca). Parece que, com a União Européia, nego relaxou totalmente. Uma vez lá dentro, seja benvindo. Desburocratização total. Mas foi nessa de achar que estava na casa da mãe Joana que quase me ferrei na hora de pegar o Eurostar para voltar para Londres. O fato é que, embora ninguém o incomode nas fronteiras terrestres, você precisa ter seu passaporte carimbado em cada país por onde passar. Mas com as porteiras todas abertas, nem me liguei.
A Bélgica é um país engraçado, espremido ali entre a França e a Holanda. O primeiro idioma parece que é o holandês (na verdade, o que os caras falam é o flemish, ou flamengo, um dialeto do holandês), mas o francês é quase tão falado quanto. No sul do país, vimos muitas placas ainda em francês. Mais para cima já seria quase tudo no tal arremedo de holandês, aquela língua do capeta. E isso quando as placas não vinham com ambas as línguas, que, tanto quanto sou capaz de perceber, não tem absolutamente nada a ver uma com a outra. Detalhe: o alemão é também idioma oficial, na Bélgica, e as pessoas falam com você em inglês nas ruas sem o menor problema. Na França (logo ali, do outro lado da placa), se você não fala francês você está perdido.
Muito interessados nas mudanças — a princípio sutis, mas cada vez mais notáveis à medida em que avançávamos — na arquitetura e nos nomes dos lugares, quando vimos já estávamos em Mons. O tempo ainda muito apertado, porque tínhamos que manter uma velocidade média alta o suficiente para compensar o estrago das primeiras horas. Por isso, não aproveitamos um monte de motivos para boas fotos. Aliás, um dos lugares era tão bonito (pra variar, era uma igreja antiga, no meio de umas árvores) que eu, arrependido, quase voltei algumas centenas de metros para fotografar.
Mas não dava pra brincar, não. Tínhamos que aproveitar o bom momento antes que acontecesse alguma coisa. Você sabe, esses bons momentos são os preferidos das catástrofes engraçadinhas: uma corrente partida, um garfo quebrado, uma mochila que se solta do bagageiro provocando um pequeno acidente envolvendo uma carreta e um ônibus de turismo, até mesmo uma simples gangrena numa unha encravada podem pôr a perder o cronograma de uma vida inteira. Muitas variáveis. Então, em Mons, apenas comemos alguma coisa e seguimos apressados, como se soubéssemos que estávamos prestes a perder uns quarenta minutos tentando achar a estrada certa na saída daquela cidade.
(Ah, sim, os planos do Baiano! Até onde eu sei, nem sequer pensou na possibilidade de se despedir de mim em Mons! Àquela altura, já estava recuperado em corpo e espírito. E destruindo os pedais, como comprovaria mais à frente no episódio do sprint.)
A verdade é que tínhamos marcado meio nas coxas a parte belga do caminho de Compiègne a Bruxelas, não dando a devida atenção àquele ponto vital (e a alguns outros). O GPS dizia “vá para lá”, mas esse “para lá” ou não correspondia a nenhuma estrada possível, naquele ponto, ou podia ser uma de várias estradas possíveis. O próprio mapa estava pouco claro e não ajudava muito. Se levarmos em conta que as informações que pedíamos serviam mais para nos confundir ou desviar da rota certa do que para qualquer outra coisa, chegamos ao beco sem saída quase literal em que nos encontrávamos, vendo ruir todo o esforço de um dia inteiro para manter a média no limite da viabilidade. O que mata, nessas horas, são as “quase certezas”. Com a quase certeza de que é para ir por um lugar, você vai. Depois, com a quase certeza de que fez besteira, você passa a ter certeza — ou quase — de que aquela curva adiante corrigirá tudo. No nosso caso, a única certeza inteira que de fato tivemos, depois de um tempo, foi a de precisar escolher entre pegar o elevado de acesso a uma pista do tipo “E” (e sair dela na primeira oportunidade pavimentada, se não tivéssemos sido ainda convidados a nos retirar ribanceira abaixo) ou voltar na contramão por uma estradinha em obras. Escolhemos a opção da contramão, mas felizmente pudemos usar uma espécie de pista lateral interditada cheia de pedras e detritos.
Quando finalmente achamos o caminho, lá fomos nós. Era uma reta enorme, cheia de valetas transversais regularmente espaçadas, daquelas que carros ignoram mas que fazem sofrer ciclistas. Que diabos! Depois dizem que belga adora uma bicicleta! Praguejamos e blasfemamos de leve contra os engenheiros locais, mas fomos em frente. Só paramos numa loja de bicicletas que ficava num posto de gasolina à beira daquela estrada. Tudo era extremamente caro, então compramos um pneu (estávamos sem estepe), umas câmaras e só. Óculos de ciclismo — que, desde a lambança de Dover, eu pretendia comprar — eu continuaria sem. Pior: o taquinho para o Baiano, que era o mais importante, o cara não tinha.
Entre aquela primeira reta e a próxima — esta sim concorrendo ao título dos 23 quilômetros mais longos da História — passamos por umas ruazinhas residenciais e outras rurais de um lugar chamado Ath. Foi por aquelas bandas que experimentei a sensação de pedalar no vácuo de um gigantesco trator. Recomendo com emoção! Se bem que pode não ser boa idéia você tentar fazer em casa…
“Asse: 23 Km”. O novo retão em que estávamos nos levaria até essa cidade de nome estranhamente imperativo, de onde então nossa trajetória curvaria para o leste para abordarmos Bruxelas pelo suvaco esquerdo. Pedala, pedala, pedala, estávamos indo bem. “Asse: 23 Km”. Peraí, tenho a sensação de já ter lido uma placa assim antes. Deve ser impressão minha. Então pedala, pedala, pedala. Estávamos bem mesmo, agora. Daqui a pouco, passa por nós um carinha numa Colnago (muito bonita, por sinal), voando baixo. Eu, que estava puxando o bonde, demorei alguns segundos para reagir. Quando a ficha caiu, levantei e acelerei nervosamente até pegar a roda do sujeito. Desembestado — e pensando em esperar o Baiano mais à frente –, não olhei para trás até grudar no cara. Quando me viro, lá vinha o meu amigo, colado na minha roda e sentando a bota que nem um possuído enquanto gargalhava a vida. Pra quem só ia cruzar a fronteira, um sprint bem sucedido daqueles com mais de 150 Km rodados foi sensacional. O herói do dia, indiscutivelmente. Mas nossa alegria de ter encaixado no vácuo do ciclista durou apenas alguns segundos. O cidadão parou, sossegadamente, para virar à esquerda, fora de nosso caminho.
Rindo como há muito não se via, continuamos em nossa reta indefectível e eterna. Pedala, pedala, pedala. No limite das forças, mas sentindo que ia dar, nos permitimos o luxo de parar numa loja de conveniência de outro posto de gasolina para reabastecer as barrigas. O atendente era muito legal e nos deu uns protetores labiais de brinde. Já refeitos, voltamos para a estrada, agora quase certos de que íamos mesmo conseguir. Segundo novas placas, estávamos quase lá. “Asse: 23 Km”!!!
Praguejamos e blasfemamos de leve contra os fazedores de placas locais, mas fomos em frente. Finalmente, Asse resolveu dar as caras. De lá, tomamos uma estrada bem movimentada que nos levou — quem diria! — à imensa rodovia perimetral da capital belga. Estávamos ainda bem longe do centro e de nosso hotel, cuja única referência era um ponto na tela do GPS. Mas ainda haveria claridade por uma boa hora, talvez. Então havia tempo para mais contratempo!
Nada demais, dessa vez. (A essa altura, não admira muito se o leitor tiver imaginado qualquer coisa como uma abdução por alienígenas…) Nem mesmo inédito foi esse último contratempo: apenas nos perdemos ligeiramente e, para corrigir, decidimos usar toda a nossa experiência em ribanceiras verdes para descer mais uma, evitando assim ter que fazer uma contramão estranha.

Vaca belga e novo off-road (voluntário, desta vez!)
Bruxelas, meu amigo, aqui estamos! Sobrevivemos! Não sabíamos se parávamos pra comemorar ou se pedalávamos pro hotel. Fomos, então, girando vitoriosamente pelas ruelas bruxuleantes. De repente, o que vemos no horizonte? As famosas bolotas de Bruxelas! (Londres tem o Big Ben; Paris, a Torre Eiffel; Bruxelas — sabíamos — tinha as “bolotas”, como quer que se chamasse aquilo! Ok, chama-se Atomium e foi construído por ocasião da Feira Mundial de Bruxelas de 1958. Valha-me, Google!) Incrivelmente, todo o cansaço desapareceu quando surgiu ao longe o enorme monumento em forma de estrutura atômica. Hotel? Que nada! Vamos atrás das bolotas!
Ficamos bem uma meia hora no encalço das bolas, que ora surgiam por sobre os prédios, ora desapareciam numa curva ou depressão do caminho. Mas bolotas como aquelas não se escondem facilmente, e chegamos a elas sem muita aventura. As fotos consagradoras foram obtidas nos últimos minutos de luz daquele dia fantástico. Depois foi só seguir paro o hotel, onde chegamos já no escuro da noite.
Eu disse hotel? Não, não… não é o que vocês estão pensando… nada sequer parecido com o que você está pensando. Mas nossa língua não é tão pobre assim: o nome certo é es-pe-lun-ca. Imaginaram uma espelunca completa, com aquele ar sombrio e corredores estreitos e banheiros compartilhados e fedorentos e todo tipo de coisa típica de uma espeluncona legítima? Pois é, nem preciso dizer mais. Agora é exatamente isso que você está pensando. Mas não importava. Estávamos tão absolutamente felizes que tomei até banho.





September 5th, 2007 at 12:13 am
“Estávamos tão absolutamente felizes que tomei até banho.”
uhAUHuhUAHUHuHAUHAUHuHAUAH
“…Espere um pouco. É claro que o leitor estará, bem agora, rindo de nossas caras e pensando…”
Caramba! Foi exatamente isso o q aconteceu!
“…encolha esse sorriso de canto-da-boca e…”
Eu bem q tentei… mas não deu! =o)
Um abraço!
Sômulo N Mafra
September 5th, 2007 at 12:29 am
HUHAHAHAHAA! Que figuraça esse Leitor Risonho.