Inferno na Serra
(Postado em 22/12/09, às 15:09.)…ou quase. Poderia ter sido pior.
O nome carinhoso para o desafio de fim de ano da Granja, nome e desafio escolhidos com meses de antecedência, pode ser explicado pela matemática, pela filosofia e pela religião. A primeira apresenta os números: 200 Km de estrada, 4000 metros de ganho de altitude, 1 dia. Ousado!… A segunda, o de-onde-viemos-para-onde-vamos: origem no Rio de Janeiro, destino em Petrópolis, trajetória em ferradura passando por Casimiro de Abreu, Nova Friburgo, Teresópolis, Itaipava. Doentio!… Por fim, a religião esclarece que o próprio Diabo teria espetado aquelas montanhas no caminho, íngremes para nos doer, belas para nos tentar. Sombrio!… infernal.
Na verdade, tudo começaria na véspera do Inferno propriamente dito, quando pedalaríamos do Rio de Janeiro até Casimiro de Abreu, apenas 120 Km de estradas “tão planas quanto o mapa que você abre sobre a mesa” (e essa foi a mentira deslavada número 1 deste que vos escreve, a fim de não assustar os companheiros que tinham mui credulamente se metido nessa fria — pois haveria, sim, uns 600 metros de aclive, numa espécie de Purgatório bem disfarçado). Então, dormiríamos naquela cidade, o ponto de partida para o salve-se-quem-puder do dia seguinte, a tal matemática diabólica, o Desafio em si.
Primeiro dia — a Barca de Caronte e o Purgatório
Araponga encosta sua bicicleta próximo à bilheteria da estação das barcas, na Praça XV de Novembro, às 5h40 de sábado, encontrando Condor e Grande Pássaro, os primeiros a chegar. Minutos depois, faltando apenas cinco para a barca das 6h00, despontam Pombo e Chester no horizonte. No mesmo momento, Araponga recebe o telefonema de um assustado Codorna, que informava seu atraso — o maldito tinha acabado de acordar.
Decidimos pegar mesmo a barca das 6h00 e esperar o soneca miserável em Niterói, onde poderíamos fazê-lo confortavelmente instalados numa birosca e devidamente rodeados por guloseimas cheirosas, elevadas a status de combustível para o pedal épico.
Quase perdemos a barca, no entanto, por outro motivo: Condor e um guarda das Barcas não conseguiam se entender. A barca apitava para sair, mas o guarda insistia que Condor, após entrar com sua bicicleta no pátio que dá acesso às embarcações, fizesse o procedimento padrão de deixá-la ali, dar a volta, passar o bilhete eletrônico pela roleta, e só então pegar a bicicleta e com ela subir na barca. Mas Condor alegava que não havia necessidade de dar a volta, por ser portador de um bilhete especial a que dá direito sua deficiência auditiva. A barca rangia, e gemia, e bramia, e Condor procurando algo na mochila, e a mochila do Condor aberta, e coisas espalhadas pelo chão… Por fim, dando-se por vencido, Condor deu a volta, reclamando muito, e tentou correr para a barca (de sapatilha de ciclismo), mas passou direto pela entrada, quase indo parar em outra barca! Tudo isso enquanto o guarda, que já tinha as bagagens de Condor nos braços, gritava — em vão — para que ele parasse de correr e tomasse o caminho certo. De dentro da barca certa, não sabíamos se gritávamos, se acenávamos, se ríamos, se sentíamos vergonha de todos os outros passageiros que nos fitavam, uns com zanga, outros com escárnio, se deixávamos para lá, ou se tudo isso ao mesmo tempo.
Tudo aquilo ao mesmo tempo, assim se deu. Mas Condor achou seu caminho, a barca atrasou sua partida em três minutos, e todos singramos felizes a Baía de Guanabara, do outro lado da qual encontramos uma padaria recém-aberta onde devoramos uma dezena de pães com uma mortadela infecta porém deliciosa.

Conduzidos de barca ao primeiro vestíbulo do inferno
Enfim, Codorna chegou, deu sua colaboração para o célebre DesculpasEsfarrapadas.com, e partimos. Grande Pássaro e Condor, talvez por não virem treinando recentemente com o grupo, estavam animados e puxavam forte o ritmo. Chester e Pombo, conscientes do que vinha pela frente, tentavam esfriar um pouco o ímpeto da rapaziada. Araponga e Codorna ficavam ali pelo meio tentando unir as duas pontas. Volta e meia, Condor partia num sprint alucinado. “Dane-se! Dane-se!”, repetia (a expressão não era exatamente essa). O homem queria ação!
Grande Pássaro não seguiu conosco até o fim. Ele não faria o Inferno no dia seguinte, sua idéia era nos acompanhar até o meio do caminho, onde desviaria para Friburgo via Cachoeiras de Macacu. E assim o fez, depois de uma bela foto do grupo (na qual Condor não aparece, pois havia disparado na frente).

Despedida do Grande Pássaro (sem o uniforme, à esquerda)
Fizemos um lanche no Km 80, no estratégico O Queijão. Várias cenas pitorescas aconteceram nesse local, mas minha licença poética por escrever estas linhas não é tanta que me permita submeter o casto leitor a tamanha dose de bizarrice. Digamos apenas que tentávamos convencer Condor, que planejava voltar de ônibus para o Rio assim que chegasse a Casimiro de Abreu, a ir para a morte no domingo, a usar todo o seu “lastro”, e que este, defendendo sua honra, falava coisas engraçadas, que incluíam referências a certo “chester de Natal” e muitas repetições de seu mantra: “Dane-se! Dane-se!” Estávamos felizes, pois.

Ensaio em pleno O Queijão: Chester, Arapa, Condor, Codorna e Pombo
Apertamos um pouco o passo nos quilômetros finais (tudo bem, apertamos bem o passo, a mentira deslavada número 2 dizia que iríamos “tranqüilinhos” todo o tempo), e Casimiro de Abreu chegou antes do que supúnhamos. Quando embicamos para o hotel, Condor, que tinha ficado um pouco para trás depois de tanto puxar o grupo no começo do dia, passou, mais uma vez, direto. “Stop, Forrest, stooooop!!” É claro que gritamos em vão, então Codorna e Araponga saíram como loucos em seu encalço, antes que a ave surda fosse parar em Rio das Ostras!
Condor voltou mesmo para o Rio, pois tinha compromisso. Então, rumamos para o hotel e explicamos para a recepcionista que seríamos apenas quatro, e não cinco, a pernoitar ali, pois Papagaio, que iria de ônibus no sábado à noite, acabara de mandar mensagem declarando sua desistência-amarelescimento. A recepcionista não criou caso, mas disse não haver quarto para quatro, exceto um que tinha duas camas de solteiro e uma de casal. Codorna, assumidamente gay, foi logo resolvendo com um “Seeeeeeem problemas!” Sentindo-se desconfortável, Araponga explicou que Codorna e Chester eram irmãos, então se entenderiam. A recepcionista fez que acreditou, ou que não se importou, e nos deu a chave do quarto 310. A idéia não parecia de todo má, pois sairia mais barato, e não teríamos que separar o grupo, mas se tornou muito má para Araponga, tão logo definiu o Destino — por meio de um malfadado zerinho-ou-um — que ele dividiria a cama com Codorna, o Homo. (Para constar, Codorna e Chester são tão irmãos quanto você e Chuck Norris. E Codorna, é claro, não é gay; é casado com Tânia e tem um filhinho adorável, Gabriel, que, com meses de vida, tem mais cabelo que seu pai e Tio Arapa juntos.)

Despedida do Condor da Montanha
Resolvida a pendenga do quarto, tomamos banho e fomos almoçar na churrascaria anexa ao hotel. Comemos demais. Principalmente Pombo, que por pouco não cravou 1 Kg na balança.
Papagaio manda mensagem dizendo que sim, viria. Nova conversa com a recepção do hotel, agora na figura de um gajo com quem Araponga não se sentiria especialmente inclinado a concordar caso lhe fosse reiterada a necessidade de dividir a cama com um malandro. Mas foi exatamente o que aconteceu! Incrivelmente, não havia mais quartos, apenas um com cama de casal. Então… que jeito? Se fico (isso mesmo, chega de usar a terceira pessoa), durmo com Codorna. Se vou, durmo com Papagaio. Acabou acontecendo a segunda opção, mas a cama era suficientemente grande para não haver qualquer tipo de contato, o que seria desonroso e me faria optar pelo chão, a sarjeta, o Limbo. Como ponto positivo, diga-se que o ar estava bem mais respirável neste novo quarto 306 do que naquele 310, habitado por uma raça de aborígenes pestilentos.
Meu companheiro de quarto chegou à noite, e todos comemos uma pizza engordurada tamanho “Maracanã”. Uma não, duas pizzas, dois Maracanãs de gordura. Não podia prestar. E nem era pra prestar, ou alguém tinha vindo para um Éden na Serra?
Segundo dia — o Inferno
Falando em Éden, a TV do hotel passava um daqueles documentários bíblicos com Adão, Eva, maçã, durante o café-da-manhã que tomamos, às 5h40. Ocorre que, antes de Adão, costela, serpente, o que havia era fogo e tempestade, e o documentário mostrava essa parte de maneira bem impressionante. Tudo aquilo na tela da TV, com uma música de fundo apocalíptica, infernal, não podia ser mais apropriado! Vulcões vomitando todo aquele enxofre, montanhas de magma contra o céu em chamas, bem-vindos ao Inferno na Serra!
Foto: Papagaio

A TV anunciava
Curioso que estivéssemos indo de encontro ao Coisa Ruim em veículos que passariam quase todo o tempo apontando para o céu. As subidas não dariam trégua em momento algum nas próximas 12 horas, e já saímos do hotel Patropi no começo da pontiaguda Serramar. Não menos curioso foi termos sobrevivido, depois de um começo desalentador, a tanto paredão, tanta obra do Tinhoso (quero crer que Satã passava por uma fase especialmente ruim quando esculpiu a Serramar, quiçá estivesse sua senhora com TPM, dormindo de calça jeans).

Começo de dia: Codorna, Papagaio, Pombo e Chester
Em Lumiar, paramos para um breve lanche, bem a tempo de assistirmos a largada da Copa da República, prova disputada por alguns ciclistas fracos, em Brasília, enquanto os fortes seguiam em frente pelas serras fluminenses. Então o improvável aconteceu. Pombo, de todos o mais forte, o mais temido, o mais respeitado (Pombo, pode me emprestar uma grana?), não se sentia bem, nada bem. Havia um alien em sua barriga, e as horas que passara no “trono”, desde a noite anterior, só eram superadas pelas horas no selim. Para ele, especialmente, o sofrimento já tinha começado.
No final da subida mais longa da Serramar, Pombo chegou escoltado, mas apenas moralmente, pela moto de um amigo seu, depois de encontro quase casual por aquelas bandas (o amigo sabia de nosso desafio e estava à espreita). Era difícil de acreditar! Mas se, estando-se são, já se sofre, doente é quase impossível.

As mortes de um papagaio falante e de um chester de Natal
Em Friburgo, Pombo foi obrigado a jogar a toalha e entrou num ônibus para o Rio. Os outros quatro seguiram para Teresópolis, 70 Km adiante. A nova estrada, Terê-Fri, palco do Granfondo das Montanhas deste ano, era menos maligna que a anterior (uma Diaba mais atenciosa, quem sabe), mas ainda assim impunha dificuldades de sobra aos quatro condenados. Pedalávamos ora sob sol inclemente, ora sob chuva grossa e fria. Com a garganta inflamada desde a antevéspera, cheguei a colocar uma capa de chuva, apenas para ter que tirá-la no momento seguinte, com a volta do sol.

Travessia Friburgo-Teresópolis
Passavam das cinco da tarde quando chegamos a Teresópolis, já com 140 Km e 3000 metros de aclive nas pernas. Chester e Papagaio, após terem batido recordes pessoais para todos os gostos, decidiram voltar para casa. Aquela não era apenas a opção mais sensata, mas representava também a inadiável recompensa por terem alcançado, com louvor, o objetivo que tinham traçado para si.

Despedida de Papagaio e Chester, seguem Araponga e Codorna
Mas o Capeta ainda chamava, queria nossas almas e emanava seu bafo das entranhas da Terra. Codorna e eu seguimos, obstinados, amaldiçoados. Restavam ainda 60 Km e duas grandes subidas até o destino final. A primeira, os 9 Km de subida da Estrada das Hortênsias, foi vencida com ódio no olhar. Estávamos os dois numa espécie de transe, de tal forma que os 45 minutos de subida duríssima passaram num instante. Depois da gigantesca descida de 20 Km, um lanche rápido na Casa do Alemão (croquetche!), e entramos na última estrada, a BR-040. Caía a noite.

Codorna escalando as Hortênsias
Caiu mesmo a noite, em cima de nossas cabeças. Como previsto, nada aterrador. Tínhamos luzes piscantes nas traseiras das bicicletas, e os muitos carros que passavam iluminavam a estrada à nossa frente. De qualquer forma, foi uma experiência inédita, da qual sempre fugi como o Diabo (olha ele aí) da cruz.
Na última subida, bateu uma espécie de cansaço. Os 5 Km finais! A liberdade! Eis, então, uma das grandes vantagens de se pedalar com alguém. Um dava força pro outro, um não queria fazer feio para o outro, um sabia que o outro estava tão cansado quanto e se sentia de certa forma responsável pelo outro. Fomos em frente, em frente… e a rodoviária de Petrópolis, finalmente, nos sorriu, na beira da estrada!

…e a morte de Araponga e Codorna
Missão cumprida. (E comprida!… contando todas as paradas, foram 13 horas na estrada.) Pegamos o ônibus para o Rio e apagamos sem a menor cerimônia. Num dado momento, Codorna deu uma leve despertada e, percebendo alguns lugares vazios no interior do ônibus, disse “vou me mudar para uma janela”. Resmunguei uma concordância. Só então percebemos que o ônibus já estava parado na rodoviária do Rio, e os lugares estavam quase todos vazios, os passageiros desembarcavam!
Estávamos cansados, sim, mas com aquela recompensa que não tem preço. Não só do desafio vencido, mas da lembrança de todos os momentos impagáveis que passamos nos dois dias, ao lado de amigos queridos. Em retrospecto, tudo deu certo demais. Até mesmo Murphy, este quase onipresente ser, esqueceu-se de dar as caras (vai ver amarelou para o Inferno na Serra — nós compreendemos): não houve sequer um furo de pneu, nos dois dias, com qualquer um de nós! E como acabou a aventura? Todo o povo a aplaudir, a imprensa a postos, um banquete? Não — os dois sobre suas bicicletas, capacetes afivelados, pedalando da rodoviária até suas casas, às 11h da noite. E esta sim foi a meia hora mais longa do dia, para mim.
Sim, humilhamos o Inferno na Serra, que poderia ter sido bem pior. Verdade seja dita, foi bom demais, melhor não poderia ter sido. Obrigado, Deus, amém.
E obrigado, agora é o Vinícius quem fala, a todos os amigos que participaram desta aventura: Mario, Nelson, Rogério, Bruno, Júlio, Érico, vocês são incríveis! Assim é a Granja, e assim será.









December 22nd, 2009 at 6:45 pm
Fala, Vinícius Araponga!
Cara, não fosse sua insistência, eu não teria vivenciado essa dolorosa e gratificante experiência! Excelente crônica! Revivi todos os momentos nas linhas escritas por você! Que venha o próximo desafio! Abs
December 22nd, 2009 at 7:12 pm
Arapa, realmente impressionante cada palavra desse relato, li e senti denovo todas as dores e relembrando, incrivel!!
Parabens a nos dois e a todos !!!
Codorna
December 22nd, 2009 at 10:16 pm
Araponga,
Muito bacana o seu relato dessa incrivel viagem desafio.
Pena que não terem ido todos da granja. O pouco que pedalei com vcs..foi muito gratificante…imagine o resto da avntura.???
o que me deixou preocupado foi a parte noturna que vcs fieram apartir de itaipava, a BR 040 a noite, e muito escura, tornando -se perigosa…
mas deu tudo certo e nem um unico furo de pneus pra atrasar o pessoal.
muita sorte mesmo. digamos que essa foi uma pedalada perfeita!!!
Parabens principalmente a Codorna (me surpreendeu) Araponga e todos os que marcaram sua presença nesse inesquecivel passeio.
Tá de Parabéns pelo relato e pelas fotos…SHOW!!!!
TU E MESMO O CARA!!
CONDOR
December 23rd, 2009 at 9:32 am
ESPETACULAR!
December 26th, 2009 at 12:20 am
Sensacional. O texto, o desafio.. cada palavra.
Ri de me escangalhar pensando nos personagens desta granja ciclística, cada um à sua maneira, e ansiei por cada momento da aventura. Que leitura boa! E que superação. Vocês estão mesmo de parabéns! E você, meu amor, só me dá mais orgulho.
Beijos
Sra. Araponga
December 30th, 2009 at 10:48 am
Filho,
Mais um relato muito bacana e com ótimas fotos. Só fiquei preocupado com a parte noturna e com as divisões de cama de casal….sei que você não é disso….rsssss…..
Beijão,
Pai
December 30th, 2009 at 10:05 pm
Que tal uma postagem sobre a origem da granja? Os motivos da criação, quem idealizou, motivos da associação de cada ave a cada membro… You name it!
December 30th, 2009 at 10:07 pm
Boa idéia, Cepa! Vai rolar!
December 31st, 2009 at 11:14 am
Tá, já que você tá aceitando pauta :p segue mais uma sugestão, a ser feita com o Fabrício: o making-of da Rio-Chuí, comentando escolha de rotas, logística de viagem, o que levaram, por que levaram, enfim, tudo o que sempre quisemos saber sobre o rolê e nunca foi dito!
Aliás acho que até um post genérico sobre “como nasce uma cicloviagem na cabeça de Vinícius Gusmão Pereira de Sáraponga da Silva Filho Junior Terceiro” também cairia bem! Como nasce a idéia, o que é feito de planejamento, escolha da bike, e por aí vai…
Um dia desses, quando o cronograma permitir!
December 31st, 2009 at 11:14 am
(Desculpa aê meu irmão, eu tô abusado nos pedidos. Acho que é resquício de natal! aheuaehuaehaeuhaeu)
January 11th, 2010 at 5:03 pm
Muito bom o relato!!
Parabens
January 15th, 2010 at 2:55 am
Quá,quá,qu´´aaaaaaaa!!!! caraca, ri muito com as peripécias das “aves”doidas, , mais me esporrei de rir com o do “tal” Condor.Mais me explica uma coisa aqui porque fiquei com preguiça de voltar a ler o texto, como é que sendo no início Araponga,condor,chester,codorna,ave grande….. ou coisa que o valha ,sei lá!….e também um “pombo”, (numtotal de seis) .Como é que apareceu um tal de papagaio??????Quem é essa maluca ave ,(esse personagem da fábula.rsrsrsrsrsrsr….)
January 18th, 2010 at 8:10 pm
Hehehe! Papagaio foi de ônibus para Casimiro de Abreu, no sábado à noite, levando a bicicleta. Ele pedalou conosco apenas no domingo.
Abraço, gostei de você estar lendo minhas histórias!
January 20th, 2010 at 12:50 am
É, O vigusmão, gostei dessa veia humoristica de teus relatos , que bem podiam ser contos.É, PARCEIRO, JÁ TENS UM NOVO CAMINHO A SER TRILHADO , além dos que já trilhou.Tens que nos brindar com livros , nos contar histórias, nos brindar com historias de vida , se possível com uma dose hilária , para que a vida que já tem dramaturgia demais real. Faça-nos relaxar um pouco, e vc parceiro tens o dom, acredite e enfia o pé no pedal da literatura e vá em frente.No fundo acho que vc corre igual um doido ,mais tudo isso é uma boa desculpa para fazer o que de verdade deva ser seu prazer maior que seja escrever e ver que o que escreveu ,agradou e fez bem a quem leu.Vai que tua ‘Tafarel”,abraços
February 10th, 2010 at 10:40 am
Pessoal (alguns não me conhecem), deparei por acaso com este blog e vocês não sabem como fiquei feliz com o relato, que por sinal está brilhantemente escrito. Me lembre daquele tempo que eu também pedalava com vocês, claro que não no mesmo nível, mas dava minhas cacetadas na Rio-Terê e Rio-Petrópolis, na companhia de nosso amigo Gilberto Teacher.
Que Deus proteja e ilumine sempre suas estradas!
Um forte abraço!