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Agulhas Negras 2

(Postado em 11/06/08, às 0:33.)

Como escrever este relato?

Como, ó Deus, convencer o leitor de que há esse lugar diferente, meio mágico, um lugar muito alto e estranho, onde quem passa é amigo do peito, onde água que se vê é água que se bebe, onde barulho só o da terra sob os pés, onde a amplidão assusta, onde um morro é algo definitivamente vivo, e até as pedras têm lá sua espécie de alma? Nesse lugar, de onde o céu se alcança, só há problemas com solução e vazios sem solidão. E há a pureza do ar mais puro; há paz.

Quem está nesse lugar não avista o mundo do qual se esqueceu. Se pudesse fazê-lo, veria um planeta em miniatura vivendo a pressa de suas prioridades trocadas, como se o próprio tempo também se houvesse espremido em ampulhetas tão pequenas quanto tudo o que há. Um mundo de playmobils minúsculos e um tanto sem sentido, enfim, mas que, paradoxalmente, por obra do costume, se tem como real. E para o qual eventualmente se volta, mas não importa; por uns momentos, nada mais há.

Vou tentar.

Imagine dois quilômetros e meio de qualquer coisa. São dois mil e quinhentos metros, não é tão difícil. Uma rua, um rio, uma praia, que mais? Um treininho de corrida, um treinão de natação; vinte e cinco vezes o espaço que aqueles atletas percorrem (como loucos) na prova dos 100 metros rasos; enfim, imagine algo qualquer com esse tamanho todo. O que quer que tenha sido, terá sido na horizontal, certo? A rua, o rio… pois então. Agora gire essa mesma coisa 90 graus, deixe-a numa vertical perfeita. Pronto, lá no final dessa rua em pé, dessa corrida feita toda na direção do céu, bem lá em cima fica esse lugar fantástico. É alto pra chuchu.

Iríamos, evidentemente, de bicicleta. Só que, em primeiro lugar, não faríamos uma vertical perfeita, longe disso; em segundo, já partiríamos da chamada Garganta do Registro, à altitude de 1670 metros. Aí fica fácil, eu sei. Sobra apenas uma ladeira de 13 Km com inclinação média de 6% no meio da terra, da pedra e do cascalho.

Deixe-me explicar. Já fizemos este mesmo passeio em agosto do ano passado. A gangue era maior, da outra vez. Desta, por amarelescências as mais diversas, fomos em apenas quatro: Alessandro, ou Alê, vulgo Cepacol, mais vulgo ainda Cepa, nosso fotógrafo profissional e caidor profissional em descidas com pedras; Edinho, o provedor de sanduíches, piadas e poemas bizarros; Fabrício, também ituense e gente finíssima, o único calouro naquele percurso; e eu, o carioca intrometido, provedor de relatos interplanetários.

Eu saíra de casa no dia anterior, pedalando, e pernoitara em Resende, já a poucos quilômetros da saída da Dutra para Engenheiro Passos, que é onde se encontram os caminhos de quem vem do Rio e de quem vem de São Paulo com destino à Garganta. Minha idéia original era subir até lá pedalando, mas cálculos um pouco menos apressados e otimistas me mostraram que eu teria que sair do hotel às 5h da manhã. Sem café, sem nada, no meio da noite nebulosa e friacenta, e quebrado do jeito que eu estava (admito!) pelo pedal da véspera. Pouco provável. Telefonei para o Alê e combinamos uma carona da Parada do Pão de Queijo, em Engenheiro Passos, até nosso ponto zero. Dito e feito, acordei, despedi-me do Murcha (meu companheiro e algoz ciclístico da véspera) e pedalei uma horinha até o tal pão de queijo. Enquanto aguardava meus amigos, substituí os pneus lisos por pneus com cravos e espinhas. Dali a pouco chegaram eles, esprememos minha bicicleta dentro do carro do Edinho, comemos uns pães-de-queijo e subimos até o Registro.

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Tirando os slicks, no Pão de Queijo, e sem as rodas, já na Garganta

Divisa RJ/MG. Chegamos na Garganta do Registro. Nem era mais tão cedo, mas fazia frio. Enquanto resolvíamos os últimos ajustes nos veículos — coisa rápida, desta vez não tinha ninguém com os Cantilevers completamente soltos –, mantínhamo-nos dentro de casacos e disputávamos as primeiras nesgas de sol que furavam todo aquele verde-escuro que nos envolvia. Protetor solar para uns, fotos para outros, deslastro matinal para o…, digo, para outros, cada um de nós, enfim, preocupado com aqueles que eram os assuntos mais importantes do mundo.

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Foto clássica

Tudo pronto. Partimos.

Com dois minutos de pedal, já não temos mais o menor contato com a civilização. O asfalto ficou para trás, e dele não temos saudades; preferimos os pequenos galhos que vamos quebrando, as pequenas pedras que vamos atirando (às canelas uns dos outros, com os pneus-atiradeiras), as raízes de que vamos desviando e os buracos que vamos singrando, ondas de um mar inclinado e seco. Tudo bem… ao asfalto preferíamos, naquele momento, até mesmo as grandes raízes, e os pedregulhos, e troncos, e crateras, elementos com o poder de transformar nossas bicicletas em touros chucros e, vez por outra, estabacar-nos a cara no chão — acontece.

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Alê e Edinho, em parte ainda bem amigável da estrada

Então era isso: o reconhecimento do ambiente querido. O Fabrício, que ia pela primeira vez, deve ter tido lá seus momentos de meu-Deus-que-lugar-é-esse. Bom… eu os tive, pela segunda vez. E, assim, íamos vencendo os primeiros quilômetros.

Mas nem só de contemplação e joie de vivre era feita nossa subida; havia também dúvidas cruéis: “onde está a pontezinha, hein?!?” — era o corpo, que ia, aos poucos, cansando e reclamando atenção. A pontezinha em questão é o lugar que, por alguma razão, e já da outra vez, foi adotado como parada número um para descanso. É um pequeno trecho onde a estrada tem muretas de contenção, leia-se verdadeiros mirantes disfarçados de muretas de contenção. “Cadê? Acho que tiraram a pontezinha!” — era um de nós quase pedindo arrego.

Foi ainda antes da pontezinha que conhecemos Felipe, o jovem ciclista mineiro de Itamonte que tinha saído de casa para um passeio despretensioso e que acabou se embrenhando pela “nossa” estrada até por acaso nos encontrar. Sua idéia era ir até o Brejo da Lapa, apenas, mais ou menos a meio caminho para a entrada do Planeta dos Morros Falantes. É claro que, uma vez no grupo, permaneceu com o grupo — e que grupo! — até o fim. Agora, éramos cinco.

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Na pontezinha: Alê, Fabrício, Edinho e Felipe, o quinto elemento

O Brejo da Lapa foi o lugar escolhido pelo presidente Vargas para o heliponto onde desembarcaria para refugiar-se em sua Casa de Pedra, que fica também por ali, na eventualidade de uma guerra ou perseguição ou invasão de marcianos ou sabe-se lá de quem ou de quê. Desconheço se pousaram muitos helicópteros — ou marcianos — por ali, mas que minha bicicleta desta vez desceu aquela piramba de mato até freiar a meio centímetro do charco, ah! desceu. E, vou lhe falar, fiquei com as pernas bambinhas — de medo, lógico — por um tempão. Maior barato. O garoto Felipe, de 17 anos, desceu também. Heróica foi nossa tentativa de subir de volta. Rufaram os tambores, lá fui eu. Comecei a subir, a marcha tão leve que minhas pernas giravam como a daqueles palhaços de circo em bicicletinhas de criança, total concentração para seguir a trajetória que parecia a correta, o peso do corpo jogado bem pra frente, tudo como manda o figurino… e parei. Sem chance. Heróica e vã tentativa. E engraçada. Seguiu-se, então, um singelo e inevitável empurra-bike, que foi devidamente fotografado pelo Cepa. Depois veio o Felipe, mas seu esforço não teve desfecho muito diferente, não.

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No Brejo da Lapa

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Felipe descendo e eu, tolinho, tentando subir

Impressionante como é possível lembrar de cada detalhe, meio que assistir novamente ao desenrolar dos acontecimentos, apenas com o olhar de dentro. As fotografias não tiradas, aquelas que ficarão penduradas apenas na parede da memória, como diria Belchior, são as mais vivas. E vêm acompanhadas de sons, e cheiros, e temperaturas, e também de um clima de é-bom-pra-caramba-ter-amigos que só sabe quem passou mais tempo viajando para encontrá-los do que estando com eles. Não, que só sabe quem pedalou com eles morro acima, e chegou com eles no Morro dos Ventos Uivantes.

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Mais uma clássica

Não havia vento uivante, é certo, nem Catherine ou Heathcliff. Mas pedalamos juntos até lá, mesmo assim. (A sensação é que era totalmente Ventos Uivantes, ou Planeta dos Macacos, ou qualquer coisa bem assim. Pode parecer bobagem, mas vá até lá para saber. Para mim, é totalmente extraterrestre; são como os campos de Marte — Getúlio devia ter motivos.)

Na guarita de entrada do Parque Nacional, despedimo-nos do menino Felipe, que provavelmente teria dito à mãe que só ia até a esquina comprar o pão. A seguir, nosso responsável (Cepa, é claro) assinou a papelada pela qual tomava ciência de que já éramos grandinhos e senhores de nossos narizes e atos — ou seja, de que o governo lavava as mãos para o que quer que nos acontecesse dali em diante, desincumbindo-se de ressarcir nossos descendentes por eventuais acidentes, óbitos ou abduções — e, então, após a lauta reposição de energias garantida pelos trocentos sanduíches levados pelo Edinho, adentramos O Lugar.

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As Agulhas Negras, ao fundo

É claro que há um ímã que nos atrai para o fim daquele enorme jardim de pedras. Mas há uma antena, logo ali no começo, no alto de um morro, que é a mais alta do Brasil que pode ser alcançada por carros. De fato, há algo, parecido como uma estrada, que leva a ela. E como leva! Foi, com certeza, nosso maior desafio. Pouco mais de um quilômetro para vencer os 200 metros de desnível em relação à guarita da entrada. Pauleira. Algumas pessoas arriscavam subir a pé com passinhos de um-dia-eu-chego, vulgo pra-que-pressa-se-o-futuro-é-a-morte. A gente arriscou subir pedalando, e o que deu pra fazer foi uma cadência totalmente que-diabos-está-acontecendo-com-meu-corpo — mas chegamos. Edinho, o mais guerreiro, com dores de cabeça e tudo (altitude, nego), resistiu e chegou lá em cima, um pouco depois dos outros, mas também com o valor das próprias pernas. Foi o chão mais alto que já pisei na vida: 2640 metros.

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Chegada triunfal

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Na antena

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Poesia, para uns

Muitas fotos, então, no que fomos ajudados pelo mergulhador profissional e fotógrafo amador Johnny, que estava lá em cima com esposa e filhos. Depois descemos e seguimos o pedregoso caminho até o Abrigo Rebouças, refúgio para os doidos varridos que resolvem sentir na pele os quinze graus negativos que por ali se registram, à noite.

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Fabrício e Vinícius nas cercanias do Abrigo Rebouças

Sem a menor vocação para picolé, e de olho no céu que não tardaria a escurecer, fizemos um pouco mais de nossas fotos e de nossas piadas, inebriamo-nos um pouco mais daquela sensação esquisita, colocamos os casacos para encarar a descida e demos por iniciada a volta. Era o fim de um dia perfeito.

Sim, é bom ter um lugar preferido. O Planalto do Itatiaia é, definitivamente, o meu.

Foto: Alessandro
Foto: Alessandro
Lugar preferido

Cabe um epílogo, não?…

…porque há sempre aquela última olhada para trás. A despedida, o até breve, o muito obrigado. Dá vontade de abraçar aqueles morros. E eles, por sua vez, parecem dizer qualquer coisa como até a próxima, foi bom tê-los aqui. Sentiram falta, desta vez, do parabéns a você com bolo e tudo, das vozes e gargalhadas dos cinco ausentes. Cadê aquele baiano que andava com vocês? E o japa alpinista que filmava tudo? Cadê aquele agitado que não via a hora de voltar pra tomar umas geladas? E o tranqüilo, que pedalava muito e falava pouco? E cadê aquele outro Fabricio carioca fanfarrão de camisa vermelha, que entretinha a todos com suas histórias infinitas? Digam a eles que nos lembramos, digam que fizeram uma falta enorme.

Baiano, Satoshi, Perine, Marcos, Fabricio, Fabrício, Edinho e Alessandro: senhores, este texto é de vocês. É para dizer que a vida segue, para cada um de nós, como tem que seguir, mas que nossa amizade não tem preço, tempo ou lugar. Foi um privilégio absoluto compartilhar com vocês momentos dos quais não esquecerei jamais. Cuidem-se. Não morram. E vamos repetir essas façanhas, tantas vezes quantas permitirem nossas cotidianas confusões.

Fotomontagem tosca: Viníciusgrupo_aumentado.JPG
Grupo completo

PS.: A descida, desta vez, foi tranqüïla. O Alessandro não caiu. Também, pudera, cachorro mordido de cobra tem medo até de barbante; o bicho desceu devagaaaaaaaar que deu até sono! O Edinho, mais uma vez, salvou minha vida com uma carona espetacular até Itatiaia, ainda que isso tenha significado uma esticada de mais de dez quilômetros no sentido contrário ao de seu retorno ao lar.

PS.2: Porque eu passaria o dia de sábado em Itatiaia pedalando pela parte baixa do parque, os pneus com acnes teriam ainda bastante trabalho pela frente. Os lisos só sairiam do ócio no domingo, quando me levariam de volta pra casa.

Veja também:
– o álbum de fotos completo.


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33 comentários em “Agulhas Negras 2”

  1. vigusmao diz:

    Pra não acharem que eu não estou trabalhando… :-)

  2. Alessandro diz:

    Puta que me pariu, com o perdão da expressão que no entanto se faz absolutamente necessária. Sem viadagem, eu quase chorei quando li os dois primeiros parágrafos!!! Absolutamente, sinceramente, inquestionavelmente, você tem o dom, cara! Pela não-sei-quésima vez, parabéns! Nunca havia visto alguém sintetizar Itatiaia em palavras, até agora. Dá até para perdoar o buraco no meio do texto (mas não por muito tempo, pois também sou conhecido por Cepa, o Inclemente :D).

    Estou seco até para ver as fotos e o relato do restante da viagem (parte baixa e o retorno), porque sei que, nas suas mãos, o mais trivial vira uma epopéia. Que dizer então de algo que em si já é uma epopéia?

  3. Alessandro diz:

    E digo mais! Vamos qualquer dia desses deixar as magrelas de folga e castigar um pouco os pés por lá?

  4. edinho diz:

    Cara, tou com os olhos cheios de água… li os dois primeiros parágrafos para meu pai, que trabalha comigo, e os olhos dele lacrimejaram também… Mal posso esperar o resto. Mandou muito bem!

  5. Bruno diz:

    Não é preciso dizer nada.
    Até o meu dia, corrido e barulhento por um instante parou, não ouvi mais nada e não vi mais nada, além do monitor.
    A vontade que da é de desligar tudo, inclusive o celular e ir para esse lugar, deitar do chão e por lá ficar, ouvindo o barulho de barba crescer.

    Sem palavras…

  6. simone diz:

    anotem o dia que o Vinicius fez o highlander chorar hahahaha

  7. Fabrício diz:

    Grande Vinicius…como todos já disseram vc escreve demais…estou ansioso aguardando o resto do relato… eu e o Cepa estamos treinando bastante para fazermos uma viagem com vc…

  8. Alessandro diz:

    QUASE, Simone, QUASE!!! LEIA DIREITOOOO!!! hahahaha

  9. vigusmao diz:

    Vocês são umas figuras… :-)

  10. Cida diz:

    Pensara que somente eu choraria. Senti-me acompanhada. “Poesia, para uns”.

  11. Alessandro diz:

    F*deu, agora eu chorei… :p

  12. Alessandro diz:

    Ah, mandei um CD com fotos para o Felipe! Vamos ver se o moleque recebe e vem aqui ler o relato!!!

  13. Bruno diz:

    Eu sou fã do Crônicas, já li todos os textos e ja reli muitos dos textos que aqui estão. Mas nesse em especial, da para sentir que foi escrito com o coração, que os sentimentos passados são realmente importantes e o melhor: Você consegue transmitir esses sentimentos para quem nunca esteve nesse lugar, eu estive lá por alguns minutos.

    Estou para dizer que é um dos melhores textos, todos são perfeitos, mas esse tem uma coisa especial!

    Da próxima vez eu vou de qualquer forma…

  14. Marcela diz:

    Com toda certeza seu texto foi emocionante Vinícius. Chega a dar até um arrepio enquanto leio…
    Parabéns pela viagem (à você e a todos que lá estiveram) e desejo à vocês muitas pedaladas.
    Beijos

    “Xaropa”

  15. Diógenes diz:

    Definitivamente esse lugar deve ser muito inspirador… se bem que o Vinicius já tem inspiração de sobra para escrever, mas esse texto superou os demais… é um texto para ser lido bem devagar, saboreando cada linha e cada sensação alí transmitida, e de preferência desligado de tudo, só com uma boa música nos ouvidos.
    Parabéns, Vinicius, pelo texto, e a todos pela aventura e pelas fotos. Espero que ocorra outro passeio desse em breve, quero muito ir também.

  16. simone diz:

    hahahah sabia que ia chorar :P, ou vc achava que o Vinicius ia deixar barato

    Muito melhor que novelas da globo as novelas ciclisticas dos meninos do pedal.com dão mais ibope hehe
    bjkas

    ps chorãooo
    vou mudar esse apelido :P

  17. simone diz:

    baianovsky deu enrolovsky em vcs heim tsc tsc

  18. Alessandro diz:

    Até a patroa chorou!!!! Tinha que tirar uma foto da cara dela, o Vinicius merecia ver a emoção que causou em todo mundo com este relato…

  19. Cléia diz:

    Vi, mal comecei a ler e já estou chorando. Esse não só é o “meu lugar”, como você descreveu muito do que sinto por lá. E disse que a pedra é viva!!!
    Quando eu ia a Ilha Grande, nos velhos tempos do presídio, eu falava que a água de lá parecia “um bicho”, era viva. Como a “tua pedra”.
    Beijo.

  20. Cléia diz:

    HUM… você disse que o morro é vivo e a pedra tem uma espécie de alma… mas é isso!
    Bj.

  21. edinho diz:

    Tô no serviço, com mais gente na sala e com algumas (poucas, que sou macho!) lágrimas escorrendo disfarçadamente pelo canto do olho. O pior é que mesmo com poucas (porque já falei, sou homem e homem não chora!) lágrimas, a sensação é de que todo mundo tá vendo você chorar (no meu caso, só um pouco, não custa reforçar - o pior é o alessandro, que chora e chama a mulher para ver o espetáculo!).

  22. edinho diz:

    Para explicar o que senti, digo o seguinte: não gosto de orkut, msn, babação de ovo e hipocrisias sociais em geral. Certo tipo de sentimento, como a amizade, merece atitudes compatíveis com o que se sente, não declarações públicas.

    Porém, vou me contrariar e abrir uma exceção.

    O dia foi de pedal e amizade. Dias de pedal com tempo bom e cenário bonito, tenho certeza que não irão me faltar na vida. O problema é o outro componente: amizade. Esse, no dia relatado, foi mais que suficiente e sobrou para mais umas dez vidas, no mínimo. Das duas viagens em Itatiaia, só guardo excelentes lembranças dos que estavam lá. Amizade genuína, identificação imediata, conversas bobas levadas a sério e papos sérios levados de modo completamente bobo. Incrível. Tomara que não acabe nunca a sensação. :)

  23. Alessandro diz:

    Olha! Não é que o poeta dos versos impronunciáveis (”não tem boca, não tem dente, mas chama o nome da gente” hahaha) está mostrando um viés novo?

    Sou obrigado a assinar embaixo.

  24. Satoshi diz:

    Demorei pra chegar aqui e ler o relato!
    Mas quase (eu disse quase!!!) chorei com o final do texto. Japonês não costuma demonstrar sentimos íntimos. hehehe
    Parabéns Vinícius! São poucos os textos que realmente me tocam o coração!

  25. felipe lucas diz:

    Alessandro , obrigado pelo CD ficou muito bom.OLHA! O VINICIUS escreve muito bem .Ficou muito maneiro todo o relato do parque de Itatiaia.Alessandro, edinho,vinicius e Fabrício um GRANDE ABRAÇO.

  26. Luís Guilherme diz:

    fala rapaziada..
    ai gostei novamente desta sua aventura p/ o parque..
    o felipe q vcs conhecerame meu parça de treino..
    no dia em q vcs virem me avisam…
    ou avisam o Felipe q ele me avisa…
    vlw..
    boas pedaladas pra vcs…
    forte abraço…

  27. Alessandro diz:

    Felipe/Luis Guilherme:

    Eu coloquei meus dados (e-mail) no CD… Me mandem e-mail, aí terei o contato de vocês para avisá-los!

    Felipe, você perdeu o melhor da festa, a subida do morro logo após a entrada no parque!

    De qualquer modo, fico feliz que tenha recebido o CD. Grande abraço, aguardo um e-mail de vocês!

  28. ILYDIO diz:

    Filho,

    Não vou repetir aqui o que todos os seus amigos já disseram…mas essa foi mesmo F… Emocionante e contagiante. Quero apenas registrar que o relato foi tão real que estive lá com vocês e senti até o cheiro do mato e o friozinho gostoso. Os morros, as trilhas e as árvores de lá estão com saudades de vocês, com certeza.

    Parabéns, filho…mandou bem, novamente.

  29. Alessandro diz:

    Seu Ilydio, deveria ir até lá conhecer! Dá para se chegar de carro e as caminhadas básicas dentro do parque são fáceis. O visual acho desnecessário comentar, já que precisaria de bem mais de 50 mil palavras pra igualar as imagens que temos aqui (e acho que nem assim conseguiria)!

    E o melhor, é 100km mais perto para se ir do Rio do que de SP. De Itu então, nem se fala, é o dobro da distância. E ainda assim vamos dar um bis!

  30. ILYDIO diz:

    Valeu pela dica Alessandro….já conheço a região próxima, mas esse passeio com as caminhadas básicas ainda não fiz não….mas vou fazer em breve. Obrigado e um abraço para todos.

  31. Baiano diz:

    Um passeio pela net durante pequena pausa no trabalho em plena noite de sexta-feira. Eis que me deparo com este relato, seria até injusto chamar apenas de um “relato” a não ser por simplesmente colocar em palavras sentimentos que só quem um dia viveu, e espera repetir, pode saber e obviamente ter os olhos completamente marejados.

  32. Cepa diz:

    Baiano… Você só foi ler este relato AGORA??? :D

  33. Ricardo Mendes Ramos diz:

    Kra muito louco o visual ai de cima hem !!!
    suas crônicas são realmente incríveis………. Parabêns vc escreve muito abraços….

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