Barra de Guaratiba
(Postado em 15/06/09, às 12:32.)Nem todo treino precisa ser naquele ritmo de Deus-nos-acuda. Podemos — e devemos — fazer treinos regenerativos, regularmente. Uma boa maneira de unir o útil ao agradável é convidar a namorada para um passeio de bicicleta num domingo de sol.
Deixamos o carro no Recreio, na casa dos pais dela, e começamos o pedal do dia pela orla, saboreando a brisa e o sol. Depois da primeira subida do dia, a vista que tivemos da Prainha — com o mar muito azul de um lado e o paredão muito verde do outro — não está, definitivamente, entre as mais feias do mundo.
Seguimos para Grumari, passando por mais duas rampinhas bem inclinadas. Fernanda, que pedala há pouco tempo, tem evoluído muito. As subidas mais tenebrosas, ela as encara sem pânico, enchendo de orgulho a mim e a seu professor de spinning.
Também não entrou em pânico com aqueles urubus todos na beira da rua, na praia de Grumari. Mas, por via das dúvidas, mudou de calçada. Eu acho urubu uma criatura tão feia que fica até interessante. Aliás, o vôo do urubu tem uma graça toda própria, o bicho descreve uns arcos incríveis no ar, coisa de artista. É evidente que parei para fotografá-los, ali tão de perto.
Logo após o trecho dos urubus, abandonamos os paralelepípedos da orla e desbravamos uma transversal que ia, por terra, a qualquer lugar de que não fazíamos idéia. Por sorte, a estradinha virou à esquerda, logo à frente, e estávamos novamente paralelos ao mar. Ao fim dela, voltamos à praia, que estava quase completamente vazia, e fizemos algumas fotos.
Depois foi aquela serrinha incrível. Curtinha, um quilômetro e meio de subida, mas numa inclinação de arrepiar. Ali, minha namorada valente lutou até onde deu, mas empurrou a bicicleta um pouquinho. Talvez falte ainda um pouco de técnica, nem tanto perna ou pulmão. Mas foi em frente, sem reclamar.
Depois da descida, paramos para comer pastéis de camarão e siri. Os pastéis demoraram uma eternidade para chegar, e chegaram com um aspecto, digamos, duvidoso. Fernanda encarou, então, o maior desafio do dia, comendo o pastel que repugnara, só para não ferir os sentimentos do senhorzinho que nos atendeu.
Seguimos até Barra de Guaratiba, onde tive um pneu furado. Enquanto fazia a troca da câmara, Fernanda nos conseguiu um guaraná. Depois nos enfiamos num caminho estreito e tortuoso, meio beirando a praia, meio subindo o morro, invadindo a vida daquele lugar pitoresco e caiçara. Eu, um tanto neuroticamente, e sob protestos, fiz questão de ir até onde não mais fosse possível pedalar. Queria ver como terminava aquela ruela sem calçadas, cada vez mais estreita e mais confusa, num emaranhado de casas simples, carros antigos e vira-latas. Terminava, afinal, num pequeno portão, que não tinha nada de mais (e que estava fechado, para sorte da Fê). Também, o que eu esperava? Uma placa de “parabéns, você chegou ao fim”?
Voltamos pela Grota Funda, uma serra com bastante tráfego de carros e ônibus. Fernanda, novamente, subiu muito bem, e ainda teve disposição de escolher o caminho mais longo e mais interessante para casa, após a descida da serra. Ao invés de seguirmos pela movimentada Av. das Américas, tomamos a quase deserta Estrada do Pontal, que nos levou novamente ao mar e à água de coco que mui alegremente dividimos. Fim de um passeio maravilhoso de namorados, que ainda foi um belo treino.
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June 16th, 2009 at 6:28 pm
Impossível não lembrar de certos episódios com urubus, sprints e gravadores…
Você tem algo mais com esses bichinhos, né?
July 1st, 2009 at 6:18 pm
Quero repetir esse passeio em breve para conseguir subir a serrinha de Grumari toda, sem empurrar. Foi muito bom!!! Mas da próxima vez, sem pastel de siri! rs
beijosss
November 7th, 2009 at 2:54 pm
quero dizer q eu morei 2 anos em barra de guaratiba e foi os 2 melhores anos da minha vida esse lugar é divino abençoado por DEUS amo muito quem tem a oportunidade de conheçer faça isso é um otimo lugar !!!!
bjs!!