Cachoeira dos Frades
(Postado em 02/07/07, às 11:24.)Empolgada pela aventura do fim-de-semana anterior, a galera não perdeu tempo e partiu pra outra. O destino seria a Cachoeira dos Frades, um pequeno pedaço de paraíso a que se chega por uma trilha tranqüilíssima próxima ao Km 20 da estrada Teresópolis-Friburgo.
O grupo, dessa vez, estava um pouco maior. Além do Tuninho, do Jungle Jesus e de mim, iam conosco o Rodrigão, de muito bom pedal, e a “dupla caipira” Edgar e Edvar. Experiente e montado numa Giant maravilhosa, ia o Com G sempre à frente do grupo; o Com V, iniciante e numa bicicleta que não colaborava muito, ia sempre atrás, mas cheio de vontade e raça.
Eu, que participaria de uma competição ciclística no domingo — subida da Mesa do Imperador, quase 5 Km morro acima numa inclinação média de dolorosos 8,7% –, definitivamente não deveria estar ali naquele sábado. Mas confesso que, nos últimos tempos, me tem soado irrecusável qualquer convite contendo as palavras bicicleta, trilha e cachoeira. Não resisti, então, à convocação, feita dois dias antes. A idéia era ir com o pessoal e apenas girar muito leve, sem fazer força.
Encontramo-nos às 7h30, motorizados, na cultuada Casa do Alemão da rodovia Washington Luís. Depois de uns croquetes e outras especiarias pseudo-teutônicas, subimos a serra para Teresópolis e paramos num lugarejo da Rio-Bahia próximo ao começo da bela Terê-Fri.

Estacionamento na Fazendinha

Pose para a partida
Começou o pedal. Sem saber como seria o trajeto do dia — me concentrara apenas nas palavras mágicas cachoeira e trilha –, saí de casa com os recém-estreados pneus biscoitudos de trator. Acontece que eu e o valente Rodrigão éramos os únicos; os outros quatro estavam de slicks lisinhos. Pudera, o trecho de trilha propriamente dita seria muito fácil e, na maior parte do tempo, estaríamos negociando dezenas de quilômetros de puro asfalto. Sem problemas, eu apenas faria um pouco mais de força. Eu disse força?!?
Ainda mantendo esperanças de resguardar minhas pernas para a competição, tentei uma espécie de lobby para manter tranqüila a velocidade do grupo. Tínhamos um calouro, argumentei, vamos pegar leve. Não adiantou muito, e é de se compreender. Numa estrada daquelas, fica todo mundo animado para esticar as perninhas. Em um instante, o grupo estava todo espalhado e nego mandando ver. Fiquei atrás, um tempo, escoltando o Edvar e me poupando, mas logo a Perpétua (minha bicicleta) acabou indo com vontade própria para a frente do grupo e eu não consegui contê-la. Não estava tão puxado assim, afinal, e com 24 horas de descanso eu estaria novo.

Jungle Jesus e sua audácia fotográfica na primeira parada
Uma beleza de serra, uma beleza de estrada, uma beleza de trilha. De repente, eis lá embaixo a cachoeira dos tais frades. Como não podia deixar de ser, largamos as bicicletas e ficamos por ali, curtindo um pouco o lugar.

Chegando lá (o pessoal meio incrédulo)
Esta é, para um mero mortal, a parte mais difícil de se narrar (valham-me, Olavo Bilac e companhia). Felizmente, as fotos estão aí — para valer, como se diz, mil vezes mais.

Os desbravadores Tuninho, Edgar e Rodrigão…

…e os Três Patetas do Apocalipse
Na volta, aí sim o bicho pegou. Deu a louca no Tuninho. Como todo mundo saberia o caminho de volta até os carros, nosso mestre saiu desembestado mantendo de 38 a 40 Km/h o tempo inteiro em sua Kona alada. Foi como oferecer banana pro macaco: claro que fui junto, com meus pneus cravudos fazendo aquele zunzum todo. Já não pensava mais em competição nenhuma.
Algum tempo depois, paramos num posto de gasolina onde havia umas lanchonetes e um sujeito vendendo bananas (sem metáfora, agora) e tangerinas. Comemos algumas e esperamos o restante do grupo. Depois de reunidos todos, despedi-me do povo — que ficaria ali repondo as energias por mais um tempinho — e pedalei sozinho até o carro. Tinha que voltar para o Rio com uma certa pressa pois precisava retirar, antes de determinada hora, o kit para a competição de cuja existência eu tinha acabado de me lembrar!
Tangerinas
Experiência incrível, mais uma. Cheguei em casa satisfeito, cheio de fotos e lembranças. E, embora temendo passar vergonha no dia seguinte, de forma alguma arrependido!
Que venham muitas outras!
PS.: Acabou que, no domingo, fiz meu melhor tempo na subida da Mesa.

Lembranças da corrida
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July 29th, 2007 at 7:13 pm
Vinícius,
As fotos ficaram ótimas. A cada dia que passa, eu que já tenho tantos anos de MTB, me convenço que estou simplesmente aprendendo com os novos …Vamos PEDALAR !!!!
July 29th, 2007 at 7:19 pm
O que quer dizer : ” pseudo - teutônicas ” ???? Eu nunca vi nenhuma peça dessa na minha bike !!! Vivendo e aprendendo…, Vou ver se acho no dicionário.
August 5th, 2007 at 9:48 pm
e tem gente que não gosta!!!!!!!!!!!!!!!!
August 22nd, 2007 at 5:33 pm
Pseudo-teutônicas = falsamente (pretensamente) alemãs.