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Três noites

(Postado em 23/10/07, às 12:10.)

O título bem poderia ser Três relatos da solidão das ruas ou Três compêndios da miséria humana. Mas o que posso contar é muito pouco, apenas a ínfima interseção de vidas tão opostas (as nossas e as deles). Três noites, nada mais, uma por semana. Três tapas na cara, é verdade, mas suficientes apenas para uma idéia muito vaga das verdadeiras histórias que repousam ali, nas memórias adoecidas daquela gente. O sofrimento que testemunhamos é palpável, mas ainda assim resumido e distante de nossas próprias realidades.

Natural que apeguemo-nos à idéia de que, com o Pedal Sem Fome, não levamos apenas um pequeno lanche, uma tapeação àquelas barrigas ácidas e corroídas pela digestão de um vazio constante. Gostamos de pensar que levamos também algum alimento moral, algo como um antídoto ao desprezo que lhes votamos nos outros dias. Mas esse alento extrafísico, que a maioria sequer deve sentir ou compreender, é tão momentâneo que parece tapeação igual; é quase nada.

Mesmo assim, pequenos quanto sabemo-nos, terminamos sempre achando que nossa atividade é mais importante do que supúnhamos. Principalmente… para nós.

O coração apieda-se, a cabeça não pára. Como seria ver os poucos minutos em que interagimos com cada um deles transformados em um contínuo de onde não se pode escapar? Como seria viver o que eles vivem, diariamente, a todo instante?

Solidão contínua, é o que é. E contra a qual não conseguimos muito. Não podemos escutar quando o Ciclista dá de contar, sem ter para quem, outras histórias da época em que levava tombos de uma velha Monark (ninguém o ouve). Não podemos olhar quando a Senhora do Cabelo percebe tão nítida a indiferença do mundo que não liga de abotoar as próprias calças (ninguém a vê). Não estamos lá quando o Motorista do Metrô acorda de outro sonho confuso e sente-se completamente sozinho. (Completamente sozinho ele é.)

Este é, portanto, muito mais — e tão-somente — o relato de três noites em nossas vidas, as três últimas terças-feiras. Prometo não mais distraí-lo, objetivo leitor, com divagações existenciais.

A antepenúltima

Por conta da contribuição-surpresa de minha querida mãe, aumentamos nossa produção de 20 para 32 sanduíches. Não sei se já contei que o dia do Pedal Sem Fome é também o dia em que a visito, semanalmente. Ela, dessa vez, feliz com nosso trabalho, deu sua mui benvinda ajuda.

Foram mesmo importantes os sanduíches extras. O primeiro foi entregue antes mesmo que eu chegasse ao ponto de encontro do grupo. Um mendigão clássico, que abrigava-se sob um enorme viaduto da Linha Amarela, foi o atendido.

Já com minha dupla, saímos por um caminho diferente do costumeiro. Isso porque sabíamos de um morador de rua que dormia em uma daquelas até então inéditas esquinas. A idéia era irmos até lá e guinarmos, em seguida, para o caminho habitual. Tolinhos. Não sabíamos que encontraríamos, no novo caminho, concentração muito maior de necessitados. Desistimos, assim, da volta ao roteiro original e simplesmente seguimos adiante.

A história da noite foi a do moço que perdeu tudo por causa da mulher. Relato confuso do baiano que tinha vindo do interior para a cidade grande em busca de — adivinhe — uma vida melhor, e que tinha conseguido trabalho de carteira assinada, moradia, mulher e filho, mas que hoje não tem mulher, trabalho ou carteira, sequer a de identidade. O filho, segundo ele, é-lhe proibido visitar. A moradia foi a que vimos, uma marquise. Não entendi bem como foi que a mulher conseguiu empurrá-lo tanto assim ladeira abaixo. Mas é nisso que ele acredita, e deve ser uma situação ruim à beça.

Nosso novo caminho acabou finalmente encontrando o das semanas anteriores, mas num ponto já próximo ao final daquele. E próximo, também, ao final dos pães. De velhos conhecidos, atendemos apenas à dupla Lúcio Barba e Deoclécio “Agildo” Bigode (Ben-Hur não estava com eles, dessa vez) e à gente muita da marquise do bairro vizinho. Um destes últimos, quando nos viu, foi logo acordando a rapaziada: “Olha os sanduíches dos ciclistas!”

De avanço tecnológico, contamos essa noite com a habilidade do Sr. Fonseca, pai do Marcos, que o ajudou a adaptar um pote de plástico, daqueles tipo Tupperware, à sua bicicleta. Uns furinhos no pote permitem a passagem dos extensores que o prendem ao bagageiro de canote. Na hora de pegar o sanduíche, é bem mais cômodo apenas levantar a tampa do pote do que ter que tirar uma mochila das costas e remexê-la toda. Sem falar do alívio para a coluna.

A penúltima

A entrega começou no mesmo local e com o mesmo mendigão de carterinha da semana anterior. Antes, portanto, de me juntar ao restante do grupo, isto é, ao Marcos. Ele não é de falar. (O Marcos é de falar; o mendigo é que não.) Também não é de se importar com a ausência de guardanapos envolvendo sanduíches que se lhe ofereçam. Quem se importou fui eu, e muito. É que minha mãe, repetindo a ajuda da semana passada, preparara os únicos sanduíches que eu tinha comigo, àquele momento. (Explico: esta semana eu havia preparado o guaraná; os sanduíches eram responsabilidade do meu parceiro — é que revezamo-nos.) Mas a mãe esquecera-se de embrulhar os sanduíches em guardanapos, e eu não tinha ainda percebido. Quando fui pegar o sanduíche para dar ao pobre homem, percebi simultaneamente a ausência dos guardanapos e a sujeira das mãos que ansiavam pelo alimento recém-anunciado. Que fazer? MacGyver, dei o pão com um pedaço do plástico da sacola. Ele, compreensivelmente mais faminto que asseado, ignorou meu cuidado.

O Marcos já tinha saído de casa. Minha idéia passou a ser, então, a de pedir doações de guardanapos nas barraquinhas de cachorro-quente que encontraríamos à frente. Apenas para não acabar esquecendo por completo de fazê-lo, liguei do celular para minha mãe e falei a ela de sua distração, reforçando a necessidade dos benditos guardanapos para as próximas vezes. Ela, então — veja você — saiu de carro, com seu fiel e querido escudeiro, e foi a nosso encontro, levando-nos uma penca de guardanapos! Ambos ainda puderam observar, de longe, um de nossos atendimentos.

Aí conhecemos o Ciclista, ou o Homem Que Gostava De Bicicletas. Disse ele que se acidentou com uma Monark, quando era garoto. Tomou vinte pontos, coisa e tal. Suas histórias emendavam-se umas às outras e não tinham fim. Narrou outro acidente cheio de pontos. “E dessa vez, quantos anos o Sr. tinha? Uns 15, talvez?”, arrisquei. “Não, dessa vez eu tinha 52″, respondeu com um meio-sorriso. Ele tinha 56 anos e morava numa calçada. Além das nossas, não havia qualquer bicicleta por perto. Seu patrimônio era a roupa do corpo, uns trapos sujos e o bom-humor que sobrou de tempos melhores.

No grupo grande da marquise, encontramos muitos rostos repetidos e uns poucos novos. Um dos novos era calouro não apenas naquele local como também na rua: era sua segunda noite dormindo numa calçada. Isso explicava seu evidente desconforto com tudo: com o chão duro, com seus co-habitantes, até com o fato de estar recebendo nossa “força”. Às vezes é mais fácil dobrar a fome que o orgulho. Mas conversamos um pouco e ele mostrou-se, finalmente, feliz com o lanche oferecido.

Adiante, encontramos um sujeito grisalho com cara gorducha e barba curta que lembrava o Nélson Freire. Ele dormia, e acordou perdido, sem conseguir falar direito. Suas frases não faziam o menor sentido. De repente, deu-se conta disto e justificou que estava sonhando. Um sonho maluco, que lhe confundira todo. Ele fôra motorista de metrô (não apenas no sonho) e o “sistema” estava descontrolado (no sonho). O sistema que alimenta o… que alimenta a… que alimenta… não conseguia lembrar a palavra que queria. O sistema que… o sistema… deixou pra lá, fazendo com a mão aquele gesto de quem enxota o mosquito da frente do rosto.

Tínhamos ainda cinco pães, mas o guaraná estava no fim. Quem recebeu o último copo do líquido foi aquele Sr. Luís Carlos, alma-nobre num dia, poucos-amigos no outro. Estávamos, pois, num 1 a 1. “Vamos lá, vai ser a nêga!”, anunciei. O placar, no entanto, continuou empatado, pois nosso ex-ídolo dormia e apenas agradeceu, quase num murmúrio, o lanche que colocamos a seu lado, sem maiores ensejos de dizer qualquer coisa boa ou má.

Entregamos o sanduíche seguinte para um sujeito que nunca tínhamos visto. Ele, como os outros, dormia no chão. Acordou, aceitou o pão e agradeceu-nos. Ouviu, então, nossas desculpas pela falta da recém-finda beberagem. Seguiu-se o momento mais triste de todas essas noites. O homem disse-nos que estava com a garganta tão seca que mal conseguia comer, que aquilo que ele mais precisava, naquele momento, não era a comida, mas a bebida, ainda que fosse um gole d’água. Ficamos extremamente pesarosos por não podermos saciar sua sede, e eu — guardadas as devidas proporções, evidentemente — lembrei-me de Oscar Schindler, o da Lista, que arrependeu-se amargamente ao perceber que poderia ter trocado sua aliança de ouro pela vida de mais um ou dois judeus. O fato é que eu, havia pouco, tomara um bom gole de guaraná, sem perceber que ele escasseava. Tentamos juntar, em um copo, os filetes de líquido que restavam no fundo de cada uma das quatro garrafas. Como resultado, conseguimos cobrir o fundo do copo, e nada mais que isso. Ou seja: algo como meio gole, ou menos! Extremamente frustrados, preparávamo-nos para partir quando lembrei-me daquilo que salvou o momento. Naquela noite, excepcionalmente, eu trazia uma caramanhola (garrafinha) cheia de água gelada, presa à bicicleta. Não costumo levar água para meu próprio consumo, mas daquela vez, devido ao calor, eu tinha achado por bem levar a água gelada. Que sorte!, tínhamos com que dessedentar o pobre. O sorriso foi de orelha a orelha, e a noite estava ganha.

Para não repetirmos a cena nos três pães seguintes, resolvemos comprar guaraná natural em copinhos. Não demoramos a encontrar uma dessas carrocinhas de vender sopa, que, embora estivesse fechando, pôde ainda vender-nos o que procurávamos. Foram os últimos lanches, pois, regados a Guaracamp.

Desta vez, foram 42 pães para 42 pessoas.

A vez passada

Nunca fui de roer — ou comer! — unha. Às vezes, no entanto, sem mais nem menos, rôo distraído aquela pelezinha que fica na lateral, já próxima à base da unha do polegar. Não quando estou usando luvas de ciclismo, obviamente.

Essa noite, metade do grupo não estava passando bem; a barriga do Marcos estava estranha, um enjôo meio inexplicável. A solução para essa súbita indisposição pedalatícia foi irmos de carro. Deixei minha bicicleta na casa dele e, motorizados, partimos.

Fizemos o de sempre. Alguns estranharam o veículo, e explicamos o problema com a barriga do meu amigo. Outra diferença que se podia notar era o guaraná, que estava sendo pela primeira vez carregado numa botija térmica, ao invés de em garrafas não-térmicas dentro de uma mochila. A botija, outra invenção do Sr. Fonseca, alegadamente comportaria de 4 a 5 litros de guaraná (ok, ok, 4 a 5 litros de qualquer coisa). Mas, mesmo cheia de guaraná, parecia muito leve… e, de fato, ficamos sem guaraná, no final. De novo.

Como cena insólita, tivemos hoje a visão do membro peniano de nosso amigo Ciclista, o dos tombos. Coitado, não estava bem, não. Deitado num canto sujo, dentro de um cercadinho de papelão, tinha a boca aberta e as calças idem, o instrumento caído prum lado como uma lesma morta. Visão do inferno, é verdade, mas a visão de sua miséria era ainda mais infernal. Chamamo-lo. Num instante, compreendeu quem éramos e, em meio instante, quase disfarçadamente, organizou as coisas lá embaixo. Se houve um momento em que senti profunda compaixão por alguém, foi esse.

Por alguma razão, muitos dos ajudados resolveram hoje estender-nos as mãos para um cumprimento. Não nos furtamos, é claro, ao aperto de mão, saudação que tem lá sua importância para o tal alento moral. O único problema fica por conta da pouca predisposição de nosso próprio organismo, criado a leite Ninho com pêra, a resistir aos milhares de espécies de bactérias que devem encontrar guarida ali, nas mãos que lidam o dia inteiro com o lixo e que não são exatamente íntimas da água ou do sabão. Em resumo, as mãos que apertamos estão, quase sempre, completamente insalubres, e, por conta do carro, hoje estávamos sem luvas. Mas, como problema maior dificilmente haveria se as lavássemos bem, logo que chegássemos em casa, foi um festival de apertos. (Não, sarcástico leitor, não houve cumprimentos físicos com o Ciclista do parágrafo anterior!)

Deu tudo certo, como de costume, apesar do volume enganador da botija. Missão cumprida, voltamos à casa do Marcos, onde cumpria-me pegar minha bicicleta para o retorno ao lar. Como era mais cedo que de costume, ficamos conversando um tempo, ainda dentro do carro.

E como terminou a noite? Estávamos felizes, satisfeitos? Sim, estávamos. Mas eu estava também desesperado. É que, enquanto conversávamos no carro, eu, distraído como uma paca, roí a pelezinha lateral da unha!

Mas sobrevivi. Como sobrevivem todos, a seu modo.


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16 comentários em “Três noites”

  1. Bruno Pinheiro diz:

    Comentar o que Vinícius ??
    Gostaria que você tivesse visto minha cara lendo esse texto, ao fim de um dia cansativo de trabalho.
    Meu comentário é:
    Vocês estão de parabens !!!! Que continuem assim !!!

    Abração !!!!

  2. Leitor Sarcástico diz:

    Caro.

    18 dias sem escrever?
    Pelo visto o “esporrozinho” da semana passada valeu a pena, né?
    Já tava na hora!

    Como dizia aquele loirinho alienígena ao qual Saint-Exupéri chamou de “pequeno príncipe”, vc se torna responsável por aquilo q cativa. Foi inventar de escrever…

    E q belo texto! Parabéns!
    Menos belo apenas q as ações q ele detalha…

    Foi assim q eu te criei…. =o)

  3. nina diz:

    Que loucura, meu Deus, que loucura.
    Pior é que eu sei como vc reagiria se só tivesse lembrado da caraminhola em casa.
    Até vc se dar conta dela, eu estava prestes a passar mal. pqp.

  4. Alessandro diz:

    1) Caraio, rapá! Roeu??? :o Que zica. Mas aposto que se esqueceram de limpar o volante, câmbio, maçanetas do carro… rs… O que não mata, engorda (de vermes :D).

    2) E as “moças solícitas” (no bom sentido) que iam contribuir com sanduíches, vocês procuraram novamente (fora aquela segunda vez)?

    3) O ciclista de peru solto “feito lesma morta” (ahehauheuhe) (ou viva, que seja, não deve diferir muito rs) me deu até cólicas de rir (não pela situação dele, mas por essa sua narrativa maldita que ao fim não deixou escapar o sarrinho!!!) :p

  5. amiga oculta diz:

    Concordo com o leitor sarcástico: “ajoelhou, tem de rezar”.
    Se, para vocês (e eles) o fim da atividade tem de ser com a dupla pão e líquido, e as reflexões de dentro do trabalho realizado, para nós a atividade termina com as reflexões de fora, quando o texto nos faz reviver, refletir sobre a vida, a nossa e a deles.
    Parece que a leitura aproxima-nos um pouco mais deles, dá uma sensação de solidariedade…, sem contar com a valorização maior de nossa própria existência.
    Agora que v. já sentiram que pode acontecer uma sede maior que o líquido disponível, não esqueçam de levar a tal garrafinha “prá vocês”.
    Quanto às meninas, estou ansiosa pelo reencontro.
    Já tentaram convocá-las, durante a semana, via tele-fax… mental, antes de dormirem?
    Se elas prometeram ajuda, certamente, seria uma grande oportunidade para elas e todos, mais uma participação solidária nesse pedal fraterno.

  6. Crônicas do Joel (Joel Rogerio) diz:

    Ôpa, Vinícius! Como vai?
    Rapá, vocês me judiam de vergonha. E eu que tenho preguiça, às vezes, até de me pentear, quanto mais sair a pedalar por aí a andar de bicicleta e a estender a mão. Sinto-me devendo.

  7. simone diz:

    Tinha falado que não ia mais ler :P

    Num guentei :P é sempre bom ler, e ver a diferença. É como a historia
    do incendio na floresta, lembra ?!
    onde o elefante não usa sua força, seu tamanho para ajudar e vê o passarinho levando as gotinahs no bico.

    Que Deus abençoe vcs pra serem os passarinhos, por muito e muito tempo
    e que acabem com esse incendio.
    Ah e que continue a lubrificar meus olhos, a cada nova leitura ;)

  8. Lu diz:

    Oi, irmão.
    Vim ler.
    Saudade do culto e de você vestido de bailarina.
    Beijo.

  9. Alessandro diz:

    Vinicius!!!! Favor explicar o comentário acimaaa!!! :p

    Ahauheuhaeuhaeuh…

  10. vigusmao diz:

    HAUHAHAUHAHAHAHA!

    Com uma irmã dessas, ninguém precisa de paparazzi, detetives ou delatores profissionais fotografando momentos ridículos e publicando na Internet.

    (Ela chama meu bretele de roupa de bailarina, só isso. rsrs)

  11. Malu diz:

    Como sofrem certos ditos representantes do bem comum diante de valiosos, portanto irrecusáveis apertos de mão. Como minguam tantos — depois de depositados os apertos nas urnas — sem pão, sem mortadela, sem guaraná. Como somos felizes podendo assistir a esse espetáculo de humanidade que vocês, com ou sem apertos, desfilam pelas terças do Rio. Tomara que nos contaminem.

  12. Márcio Pimenta diz:

    Muito bacana este espaço. Vou acompanhar mais.

    Abraços!

  13. Baiano diz:

    A cena fala por si só, acabo de chegar de um pedal debaixo de chuva metade dele à noite, sento na frente do pc e penso “ah vou ver se o Sr. Pernito escreveu sobre o Campos do Jordão”, vi o link e lá fui eu lendo… a lasanha esfriou e sabe qdo vc olha e fica meio sem saber o que fazer? Pois é… Mais uma vez parabéns pela maravilhosa iniciativa e pela bela escrita!

  14. Marali diz:

    Que mais lasanhas brasileiras esfriem, caríssimo Baiano.
    Beijos.

  15. Alexandre diz:

    Tirei uma ¨FOTO¨ pra ver minha cara após esses relatos, cara de bobo? por nao estar fazendo nada parecido? cara de ¨babaca¨ por nao ter percebido que esses seres humanos precisam tanto disso que vc vem fazendo e todos nós ciclistas que brincamos com nossos brinquedinhos caros, muitas vezes comprados com nosso suor, nao damos conta que podemos fazer algo pelos nossos irmãos menos favorecidos…. é pra pensar e MUDAR e FAZER algo. Obrigado vinicius por ter começado essa empreitada e acho que podemos fazer muito mais se quisermos. moro na vila da penha e vou começar a buscar parcerias para fazer algo parecido. grande abraço cara e que Deus te abençoe.

  16. Rogério Machado diz:

    Grande Campeão,

    Como meu meio chará, fico judiado de vergonha de não fazer algo parecido ao que vocês fazem….Muitos campeões….Fico feliz e me sinto privilegiado de ser seu amigo e ter um espaço aqui a esquerda onde você sempre estará, passe o tempo que passar. Sinto vergonha de super valorizar probleminhas domésticos quando há tanta gente que sofre DE VERDADE…..e nem por isso se abandona.
    Sou seu fã nro UM….Não tem jeito , você vai ter que me aturar….SAUDADE….

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